Rio de Janeiro — Mais de 100 bombeiros atuam há mais de 8 horas no combate a um incêndio de grandes proporções que atingiu um dos pavilhões da Central de Abastecimento (CEASA) localizada em Irajá, na capital fluminense. O fogo teve início durante a madrugada e, no momento da apuração, as equipes do Corpo de Bombeiros ainda tentavam controlar as chamas.
O incêndio causou graves danos materiais e a interdição de três pavilhões: os pavilhões 43, 44 e parte do 42. A unidade de Irajá teve pelo menos 28 lojas afetadas pelas chamas, das 43 que ficavam localizadas no pavilhão atingido.
A CEASA manifestou lamento pelo ocorrido e informou que os prejuízos são enormes e, até o momento, incalculáveis, não sendo possível fazer um balanço financeiro imediato.

Incêndio Devasta CEASA-RJ: Três Pavilhões Interditados e Prejuízos Incalculáveis em Irajá
Combate às Chamas e Desafios
O trabalho dos bombeiros no local tem sido dificultado pela natureza do material armazenado. Um representante do Corpo de Bombeiros classificou o evento como “um grande desafio”. A dificuldade reside na concentração de “muito material inflamável” dentro dos boxes, facilitando a propagação das chamas.
O material armazenado, incluindo materiais derivados do petróleo e produtos de lojas de cosméticos, é de fácil e rápida combustão, o que proporcionou a rápida propagação e alastramento do fogo. A velocidade de propagação do incêndio foi considerada a grande dificuldade.
Apesar do esforço, quatro bombeiros passaram mal durante o trabalho, mas foram levados ao hospital e liberados. Até o momento, não há registro de vítimas civis devido ao incêndio.
Estratégia de Controle e Situação Atual
Mais de 100 bombeiros e mais de sete viaturas foram deslocados para a região. Para lidar com a carga de incêndio, os bombeiros adotaram uma estratégia de cercar o fogo e empurrá-lo para a extremidade.
Graças a essa tática, o lado esquerdo do Pavilhão 43 já estava “muito tranquilo” e podia ser considerado “quase controlado”. No entanto, o fogo se encontrava totalmente concentrado no lado direito do Pavilhão 43, onde estava a maior carga de incêndio.
Embora ainda houvesse combustão no interior do pavilhão, a proporção do fogo era menor em comparação com o início da madrugada. A fumaça branca no local é um indicativo de que o fogo já está sendo controlado.
Riscos Estruturais e Investigação
Com a estrutura comprometida, a preocupação se volta para o risco de desabamento. Foi observado que algumas paredes possuem rachaduras.
A Defesa Civil fará uma avaliação de risco estrutural após o término do trabalho dos bombeiros, para determinar se haverá a necessidade de demolição ou apenas recuperação da estrutura.
Até o momento, não há informações sobre o que teria provocado o início do incêndio, mas as investigações sobre a causa das chamas serão conduzidas.
Enquanto os pavilhões 43, 44 e parte do 42 permanecem interditados, a central informou que os outros pavilhões funcionam normalmente.


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