Força-Tarefa de Segurança: Empresas de Ônibus e PM se Unem para Combater o Uso de Coletivos em Barricadas
26 de agosto de 2025
PM e representantes do Rio Ônibus se reuniram na segunda-feira (25)Reprodução/TV Globo

PM e representantes do Rio Ônibus se reuniram na segunda-feira (25) (Reprodução/TV Globo)

Em resposta à crescente onda de violência que afeta o transporte público do Rio de Janeiro, representantes do sindicato das empresas de ônibus, Rio Ônibus, e a Polícia Militar (PM) se reuniram nesta segunda-feira (25) para criar um grupo de trabalho. O objetivo é estabelecer ações conjuntas para aumentar a segurança de motoristas e passageiros, combatendo o uso de coletivos como barricadas, o vandalismo e os assaltos.

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O grupo visa desenvolver estratégias de prevenção e resposta rápida a esses incidentes, que têm se tornado cada vez mais frequentes na capital fluminense. Uma nova reunião para dar prosseguimento ao plano está agendada para esta quarta-feira (27).

Estatísticas Preocupantes e Casos Recentes

Um levantamento divulgado pelo sindicato revela a gravidade da situação: somente em 2025, exatas 100 ocorrências de ônibus sendo utilizados como barricadas foram registradas na cidade. Os meses com maior número de incidentes foram março (25), julho (22) e abril (18).

O uso de ônibus para dificultar o acesso de agentes de segurança se tornou uma tática comum de criminosos durante operações policiais em comunidades. Dois casos recentes demonstram a seriedade do problema:

  • Morro do Dendê (Ilha do Governador): Durante uma operação da PM, um coletivo foi incendiado e outros 12 foram sequestrados e usados como barricadas em vias movimentadas, dificultando a passagem dos policiais.
  • Madureira (Zona Norte): Em julho, 21 ônibus municipais e intermunicipais foram sequestrados e usados para fechar a Avenida Edgard Romero, principal via do bairro. A ação foi em represália a uma operação policial no Morro da Serrinha.

A união entre o setor de transporte e a Polícia Militar busca uma solução para proteger o patrimônio público e garantir a segurança dos cidadãos que dependem do transporte coletivo para se locomoverem pela cidade.

Fonte: O Dia

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