São 75 mil vagas em instituições privadas de Ensino Superior. Estudante só paga o curso depois de formado

Estudantes interessados em obter bolsas de estudos por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem fazer inscrição para obter o recurso no segundo semestre a partir de amanhã. O prazo se encerra na sexta-feira, e a orientação é que os estudantes não deixem para última hora, para não correr risco de sofrer lentidão no sistema. São 75 mil novas vagas. O Ministério da Educação espera que o total de contratos do Fies assinados em 2017 chegue a 225 mil. A lista com as instituições parceiras e a relação dos cursos cadastrados no Fies podem ser consultados a partir de hoje na página eletrônica do programa (fiesselecao.mec.gov.br), no canal Seleção.

O programa concede bolsas de estudos em instituições de Ensino Superior particular. Os que se inscreverem até o fim desta semana poderão consultar se conseguiram ou não o benefício no dia 31 deste mês. Na mesma data, também será divulgada a lista de espera.

Os estudantes pré-selecionados pelo programa deverão concluir a inscrição pelo Sistema Informatizado do programa (SisFies), entre 1º de agosto e 8 de setembro.
Estarão habilitados a se candidatar às novas vagas disponíveis aqueles que possuem renda familiar de até três salários mínimos por pessoa e que tenham obtido ao menos 450 pontos na última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além de não ter zerado na prova de redação.

NOVAS REGRAS

No início do mês, o governo anunciou mudanças no programa. O estudante saberá o valor da dívida ao assinar o contrato, no início do vínculo com o Fies. Hoje, o valor total financiado muda ao longo do curso, pois depende de reajustes de mensalidade. O beneficiado iniciará o pagamento da dívida assim que conseguir um emprego após se formar. Segundo as regras atuais, o aluno começa a pagar um ano e meio depois de concluir o curso, independentemente de estar empregado.

A partir de 2018, o fundo será dividido em três modalidades. Um primeiro grupo terá 100 mil vagas, com juros reais zero (apenas reajustado pela inflação), para pessoas com renda familiar mensal de até três salários mínimos per capita (R$ 2.811). O pagamento será em parcelas de até 10% da renda mensal para quem tiver emprego, descontando da folha de pagamento.  

BNDES ajuda no crédito

Com as mudanças, o segundo grupo reserva 150 mil vagas para estudantes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste com renda familiar mensal de até cinco salários mínimos per capita (R$ 4.685), com recursos de fundos regionais. E o terceiro lote terá 60 mil vagas, também para estudantes com renda familiar mensal de até cinco salários mínimos per capita, mas custeados pelo BNDES.

Após as alterações, o risco do financiamento, que atualmente é apenas do governo, será compartilhado com as universidades privadas. Os estudantes vão começar a pagar o empréstimo assim que tiverem renda formal, após deixar a faculdade, e o dinheiro será descontado diretamente do salário do empregado.

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