A poucos quilômetros de Seropédica fica um dos Parques Arqueológicos mais importantes do Brasil, é o Parque Arqueológico Ambiental São João Marcos. Localizado no Município de Rio Claro na Serra do Piloto, entre as Cidades de Mangaratiba e Rio Claro, distante 75 Km do centro de Seropédica, com tempo estimado de viagem de 1:30 h.

Pelo caminho fotografei algumas ruinas datadas do século XVII e XVIII, começando pelo Município de Mangaratiba até o Município de Rio Claro. A história de São João Marcos começa como a de tantas outras cidades coloniais interioranas no Brasil, uma fazenda de penetração bandeirante às margens de uma das vias de interiorização da malha viária que começava a se desenhar entre o litoral, São Paulo e Minas Gerais, conhecida como “caminho do ouro”.

Inaugurado em 2011, o Parque Arqueológico e Ambiental São João Marcos representa o esforço do Instituto Light em preservar e valorizar o patrimônio histórico e cultural da região do Vale do Paraíba Fluminense. Idealizada em 2007, a iniciativa recuperou, e abriu para visitação, as ruínas da antiga cidade que levava o mesmo nome do parque, uma das mais importantes do ciclo do café, no século XIX. Um projeto ousado, que se tornou possível com a dedicação de uma equipe multidisciplinar, formada por museólogos, historiadores, ambientalistas, arquitetos, produtores culturais e jornalistas.

A cidade de São João Marcos cresceu e desempenhou importante papel na produção cafeeira e no comércio de escravos, em ambas as frentes tendo papel expressivo a família Breves, proprietária de algumas fazendas (São Joaquim da Grama, por exemplo) que ainda existem na região.

A população de São João Marcos atingiu, em seu auge, no final do século XIX, cerca de 18.000 a 20.000 habitantes, e chegou a ser dotada de estrutura urbana de razoável expressão, prefeitura, cadeia, hospital, igreja, colégios, teatro, clubes associativos e esportivos.

ARQUEOLOGIA

Os trabalhos arqueológicos desenvolvidos em São João Marcos têm como objetivo tornar paulatinamente visível a estrutura básica da cidade, tanto suas vias de circulação quanto os perímetros (baldrames) de suas edificações. Visa expor também as estruturas da antiga Estrada Imperial nos trechos mais próximos à cidade.

O visitante pode visitar o sítio urbano, através de circuitos delimitados, sem incômodo e perigo, e sem prejuízo para as ruínas. Para que se desse início aos trabalhos arqueológicos foi realizada, em 2008, uma ampla avaliação de todo o local, determinando-se os pontos para início das escavações. Para isso, foi necessária, inicialmente, a retirada de material vegetal, quase todo arbustivo, que cobria completamente a parte urbana.

Escolhido os pontos, procedeu-se à sua delimitação e a retirada de uma grande camada de sedimentos, com aproximadamente 20 a 30 cm de espessura, e que chegava em alguns trechos a quase um metro. Em outros locais, as explorações foram de caráter mais aprofundado, que vêm revelando elementos variados, como tanques d’água, fornos, galerias de escoamento de águas pluviais e outros.

Importante aspecto das escavações é o achado de artefatos de toda natureza, testemunhos modestos, mas denotativos do modo de viver na cidade.
São João Marcos, a Ponte Bela na Estrada Imperial e a capela da Fazenda da Grama foram tombadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural, Inepac, em 1990. Ao visitar o Parque, você poderá almoçar lá mesmo, basta entrar em contato pelo telefone (24) 9909-2974 (Thina Leone) e faça sua reserva, a refeição só é servida se houver encomenda antecipada, o ambiente é agradável, e a comida excelente.

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