O Deposito Central de Munição (DCMUN) de Seropédica entregou neste último dia 26 de Setembro Boinas para os Recrutas do Agrupamento Bravo 2014, contou com a presença maciça de familiares e amigos dos soldados.

Logo após a apresentação do Hinos Nacional e do Exército, o Tenente Coronel Paulo Roberto de Souza Leite, Diretor do Deposito Central de Munição DCMUN  falou que após os 58 dias, recebendo as instruções e orientações os Recrutas passaram a ser Soldados Básico Formado, e pediu a todos para sentirem orgulho: “Eles receberam instruções, superaram dificuldades e certamente em casa os senhores (as) poderão perceber mudanças que tenham ocorrido na formação destes jovens, o Exército Brasileiro é responsável pela formação Militar mas é também responsável pela formação do Cidadão que integra nossa Pátria, sintam orgulho de seus filhos, que hoje enverga a Farda do Exército Brasileiro, esses Militares com o rosto camuflado superaram dificuldades ao longo desta semana, cumpriram a missão e fazem jus a envergar a Boina Verde Oliva que representa o nosso Exército Brasileiro” finaliza.

A seguir foi chamado três Madrinhas de três Soldados para entregar as primeiras Boinas, a emoção tomou conta de todos, a partir do instante em que passa a usá-la, o soldado incorpora uma tradição de mais de meio século, síntese simbólica do arrojo e inovação e orgulho de vestir a Farda Militar Brasileira.

No momento que foi liberado aos familiares e amigos a entregarem as Boinas aos novos Soldados, via-se mães chorando de alegria, todos queria abraçar e fazer pose para as fotos, todos queria guardar na lembrança esse dia tão importante para formação destes Jovens Soldados.

Boina militar no Brasil

  • Boina azul ferrete: cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras, alunos da Escola Preparatória de Cadetes do Exército, alunos do CPOR/NPOR (Centro\Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva, alunos da ESA (Escola de Sargentos das Armas) e alunos do IME [[Instituto Militar de Engenharia]; Guardas Municipais
  • Boina bordô (ou vermelha): infantaria paraquedista
  • Boina camuflada: infantaria da selva
  • Boina garança: Colégio Militares
  • Boina preta: unidades blindadas ou mecanizadas.
  • Boina castanha: unidades de operações especiais (comandos, forças especiais, operações psicológicas)
  • Boina cinza: infantaria de montanha
  • Boina azul ultramar: aviação do Exército
  • Boina bege: unidades aero móveis
  • Boina verde oliva: restantes unidades do Exército

HISTÓRIA DO EXERCITO BRASILEIRO

O Exército Brasileiro (EB) é uma das três Forças Armadas do Brasil, responsável, no plano externo, pela defesa do país em operações eminentemente terrestres, e, no interno, pela garantia da lei, da ordem e dos poderes constitucionais.

O seu Comandante Supremo é o Presidente da República.

Entre 1808 e 1967, o responsável pela gestão do Exército foi o Ministério da Guerra. De 1967 a 1999, passou a ser denominado Ministério do Exército. Desde 1999, na estrutura do Governo do Brasil, o Exército está enquadrado no Ministério da Defesa, ao lado da Marinha e da Força Aérea.

Em tempos de paz, as tropas do Exército estão continuamente preparando-se para atuar em situações de conflito ou guerra. Além disso, são empregadas para a defesa da faixa de fronteira (tarefa conjunta com a força aérea) e para levar alimentos e serviços médicos a pontos isolados do território, participação e coordenação de campanhas sociais e pesquisas científicas (como as desenvolvidas no Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e garantir a democracia brasileira, apoiando as eleições.

Na área da educação, cita-se como exemplo o Instituto Militar de Engenharia (IME), um dos mais proeminentes estabelecimentos de ensino superior do Brasil na linha científico-tecnológica.

Além de possuir o maior efetivo entre os exércitos da América Latina, estimado em 210.000 soldados, e uma reserva de 280.000 homens, que são convocados anualmente para apresentação, durante os cinco anos subsequentes ao desligamento (reserva que pode chegar a quase quatro milhões, se considerarmos os brasileiros em idade para prestar o serviço militar), o Exército Brasileiro também possui a maior quantidade de veículos blindados da América do Sul, somados os veículos blindados para transporte de tropas e carros de combate principais. Possui uma grande unidade de elite, com efetivos de comandos e de forças especiais, especializada em missões não convencionais, a Brigada de Operações Especiais, única na América Latina, além de uma Força de Ação Rápida Estratégica, formada por unidades de elite altamente mobilizáveis e preparadas (Brigada de Operações Especiais, Brigada de Infantaria Paraquedista, 1º Batalhão de Infantaria de Selva (Aero móvel) e 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aero móvel) para atuar em qualquer parte do território nacional, em curto espaço de tempo, na hipótese de agressão externa. Além disso, possui unidades de elite especialistas em combates em biomas característicos do território brasileiro como o pantanal (17º Batalhão de Fronteira), a caatinga (72º Batalhão de Infantaria Motorizado), a montanha (11º Batalhão de Infantaria de Montanha) e a selva. As unidades de selva possuem renome internacional, reconhecidas como as melhores unidades de combate nesse ambiente do mundo. São formadas por militares da região amazônica e oriundos de outras regiões, profissionais especialistas em guerra na selva pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva. Essas unidades são enquadradas pelas 1ª, 2ª, 16ª, 17ª e 23ª Brigada de Infantaria de Selva.

 

Basicamente, a História do Exército Brasileiro se iniciou em 1548 quando D. João III resolveu criar um governo-geral com sede na Bahia.

As primeiras intervenções de vulto ocorridas foram a expulsão dos franceses do Rio de Janeiro, no século do descobrimento, e do Maranhão, em 1615. Ao longo do século XVIII o Brasil-colônia teve sérios problemas de fronteira principalmente no extremo sul. Naquela época, eram frequentes os choques entre luso-brasileiros e hispano-platinos, além disso, a força terrestre enfrentou a ameaça das rebeliões de índios e negros.

O Exército Nacional (ou Imperial como costumeiramente era chamado) durante a monarquia era dividido em dois ramos: o de 1ª Linha, que era o Exército de fato; e o de 2ª Linha, formado pelas antigas milícias e ordenanças herdadas dos tempos coloniais.

Em 1824 o efetivo do Exército de 1ª Linha era de 24.000 homens disciplinados, treinados e equipados tão bem quanto os seus equivalentes europeus. Com o término da guerra de Independência, as Forças Armadas Brasileiras já estavam efetivamente bem organizadas e equipadas.

A formação dos oficiais do Exército era realizada na Academia Militar (única escola de engenharia no país até 1874), apesar de não ter sido obrigatória para evoluir na carreira durante o século XIX.

A partir de 1960, o Exército passou a estudar e desenvolver uma doutrina própria, adaptada às condições e à realidade brasileiras.

Após a revolução de 1964 e durante todo o período dos governos militares, o Exército participou de operações de repressão a movimentos guerrilheiros de esquerda, a fim de afastar quaisquer novas ameaças institucionais, perpetradas pelas organizações de ideologia socialista e comunista que, desde a Intentona Comunista de 1935, almejavam tomar o poder. No auge da chamada Guerra Fria, militantes de esquerda recorreram à guerrilha e foram reprimidos pela Força, posto que realizavam a chamada “guerra irregular” contra as instituições democráticas, promovendo sequestros, roubos a banco, execuções nos denominados “Tribunais Revolucionários”, justiça mentos e inúmeros atentados. Após a abertura conduzida pelo presidente Ernesto Geisel, a promulgação da Lei da Anistia em 1979, do retorno dos exilados e atendendo a anseios da população, o Brasil voltou à democracia em 1985.

Com a promulgação da constituição, em 1988, o Exército e as demais Forças Armadas se afastaram do núcleo político brasileiro, voltando-se para suas missões constitucionais.

Com o novo cenário internacional após o fim da bipolaridade Estados Unidos da América – União Soviética, o Exército foi chamado a respaldar a política externa brasileira, passando a atuar em diversas missões de paz patrocinadas pela ONU, tais como em Angola, Moçambique e Timor-Leste, além de enviar diversos observadores militares para várias regiões do mundo em conflito. No ano de 2004, o Exército Brasileiro passou a comandar as forças de paz que se encontram no Haiti.

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