”Em janeiro, tomaremos decisão definitiva se pode ou não ter Carnaval”, diz Rita Fernandes, presidente da liga Sebastiana

Após o prefeito Eduardo Paes (PSD) afirmar que não cancelará nenhum evento de grande proporção, como o Réveillon ou o Carnaval, sem antes haver um embasamento técnico para tal, associações ligadas à folia carioca se manifestaram e corroboraram com a decisão do chefe do Poder Executivo municipal do Rio de Janeiro.

Em entrevista ao portal ”G1” nesta quarta-feira (01/12), Rita Fernandes, presidente da Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro do Rio (Sebastiana), disse ser prematuro cravar tanto a realização da festa quanto a não realização.

”O Comitê Científico diz que, se os índices continuarem caindo e atingirem a meta que está sendo atingida, a gente consegue fazer o Carnaval. Então, nós decidimos aguardar e acompanhar o trabalho do comitê depois do Réveillon. Aí, em janeiro, tomaremos decisão definitiva se pode ou não ter Carnaval”, explicou, antes de complementar.

”Se não houver condição de segurança para fazer a festa, seremos os primeiros a cancelar o Carnaval. Mas não vamos tomar nenhuma atitude precipitada. A gente quer a ciência e o que a ciência tem para nos dizer, e é sobre isso que a gente vai decidir”, concluiu.

Já Luis Otavio, membro do Desliga dos Blocos, movimento que age em defesa do Carnaval livre, o panorama atual indica motivos para um otimismo quanto à realização do festa. Ele, porém, ressalta que é necessário esperar até janeiro para um decisão definitiva.

”Vamos aguardar como o cenário irá evoluir até o início do ano para, à luz dos indicadores dados pela ciência e com foco total na segurança da população, tomarmos a decisão”, disse.

Vale lembrar que a folia em 2022 está prevista para acontecer entre os dias 25/02 (Sexta-feira de Carnaval) e 05/03 (Quarta-feira de Cinzas).

Fonte: Diário do Rio