O vereador seguia de carro por uma rodovia em alta velocidade, sendo que o velocímetro do veículo travou nos 110 km/h e o limite da via era de 60 km/h.

Um dos sobreviventes do grave acidente que envolveu motociclistas e um vereador de Pernambuco, no último domingo (23), contou os momentos angustiantes que viveu. Três pessoas morreram e cinco ficaram feridos na PE-96, em Água Preta, Mata Sul de Pernambuco.

O alagoano Olavo Neto fazia parte do grupo de 30 motociclistas que seguia para a cidade de Barreiros, interior de Pernambuco, onde iriam esperar um outro grupo que saiu de Recife e juntos, seguiriam para Maragogi, litoral norte de Alagoas, onde fariam uma festa surpresa para um amigo.

Ele disse que tudo aconteceu muito rápido e na hora, não se deu conta da gravidade do acidente.

“Ninguém imaginava que seria tão grave assim porque é muito rápido na hora da batida. Foi forte mas é uma coisa muito rápida. A gente parou pra ver e aí que eu percebi que já tinha o primeiro óbito devido a forma como ele tava no chão, no solo, do Erik. Foi quando a gente se desesperou”, contou Olavo.

Ele teve arranhões nas mãos, machucou o olho e disse que escapou por pouco da morte.

“Quando eu escutei o pneu cantar, já quando ele fez a curva, eu me assustei. E quando eu me assustei, foi na hora que eu puxei a moto de lado. Porque assim que ele bateu na moto do companheiro Erik, ela veio em minha direção, foi quando eu puxei de lado e ela passou direto. Aí fez o efeito dominó com as outras motos que vinham atrás”, lembrou o motociclista.

O vereador Pedro Marconi de Souza Barros (PTC), da cidade Brejo da Madre de Deus, que dirigia o carro, foi autuado por homicídio culposo e lesão corporal culposa. Ele passou pela audiência de custódia na tarde de segunda-feira (24), na cidade de Palmares, foi liberado e vai responder em liberdade.

O coordenador de um dos grupos envolvidos no acidente, William Amaral, disse que vai cobrar das autoridades medidas mais enérgicas para acidentes como esse.

“A gente vai tentar fazer uma ação em diferentes estados do Brasil pedindo mais segurança e punição para os infratores porque não pode ficar impune. Foram três vidas ontem. Quantas foram antes e quantas podem vir agora?”, disse ele.

 

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