A SpaceX é a primeira empresa privada a enviar astronautas para a órbita no que seria o primeiro voo espacial tripulado do solo americano desde que o programa de ônibus espaciais terminou em 2011

A SpaceX lançou, neste sábado (30/5), os astronautas Doug Hurley e Bob Behnken ao espaço. O lançamento ocorreu a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Esta é a primeira missão tripulada da SpaceX, empresa de Elon Musk. A viagem de 19 horas é rumo à Estação Espacial Internacional. O abastecimento do foguete Falcon 9 começou 45 minutos antes da partida programada para as 15H22 (horário local, 16H22 no Brasil) do foguete Falcon 9 e sua cápsula Crew Dragon.

O lançamento de quarta-feira foi adiado por causa do mau tempo, apenas 17 minutos antes da decolagem. A SpaceX está tentando se tornar a primeira empresa privada a enviar astronautas para a órbita no que seria o primeiro voo espacial tripulado do solo americano desde que o programa de ônibus espaciais terminou em 2011.

O evento marca o início de uma nova era para a exploração espacial, e talvez uma nova corrida espacial disputada entre empresas como a SpaceX (de Elon Musk), Blue Origin (de Jeff Bezos, da Amazon) Boeing e Virgin Galactic (de Richard Branson), competindo entre si por outros “primeiros”.

A duração total da missão ainda não foi divulgada, mas os astronautas devem ficar a bordo da ISS entre 30 e 120 dias, com um retorno no máximo em 23 de setembro de 2020. A decisão por uma missão de longa duração foi feita há cerca de seis meses, segundo a Nasa, e a Crew Dragon pode ficar até 190 dias no espaço. A limitação é a degradação natural dos painéis solares que fornecem energia elétrica para a cápsula, algo que ocorre em todos os veículos em órbita.

Por que é importante?

Além de ser o primeiro lançamento comercial tripulado, a missão Demo-2 também é importante pois é a primeira vez desde 2011, quando o ônibus espacial Atlantis foi aposentado, que os EUA irão lançar astronautas norte-americanos, a partir de solo norte-americano, em um foguete norte-americano.

De 2011 até agora, todas as missões tripuladas à ISS foram lançadas a partir do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, usando foguetes e cápsulas Soyuz da agência espacial russa, Roscosmos. Além de ferir o orgulho nacional dos EUA, estas missões tinham outro ponto negativo: custo.

A mais recente (e teoricamente última) aquisição pela Nasa de um assento em uma Soyuz foi anunciada há cerca de duas semanas, por um valor de US$ 90 milhões (cerca de R$ 480 milhões). Além disso, a Nasa também concordou em transportar até 800 Kg de carga russa nas próximas missões norte-americanas à ISS.Reprodução

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