Foi realizado neste domingo (1), Santa Missa do 1º domingo do Advento, na Paroquia Nossa Senhora das Graças Comunidade do Cruzeiro, Bairro Ecologia em Seropédica.

O Padre Paulo Sergio explica o significado das quatro velas que são acesas uma a cada domingo que antecede o Natal: “Liturgicamente, o tempo do corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal. As quatro velas representam essas quatro semanas e serão acesas, uma a uma, desde o primeiro domingo do Advento até o quarto domingo, para iluminar a vigília do advento, a preparação para vinda da luz ao mundo. Simboliza que Jesus Cristo é a luz do mundo. Comunica a alegria da vida que procede de Deus, aquela que vai além dos limites que a vida no mundo impõe. Via de regra as cores das velas devem corresponder à cor do tempo litúrgico – roxa-, diferenciando-se a terceira vela – rosa – como alegre preparação para a vinda do Senhor.

“As velas da coroa do advento, geralmente seguem as cores litúrgicas semelhantes vestes sacerdotais (verde no 1º domingo, vermelho no 2º domingo, roxo no 3º domingo e branca no 4º domingo). O roxo simboliza a conversão e o rosa a alegria e expectativa do encontro com Cristo com vista à conversão”.

O Padre Paulo Sergio fala que as pessoas confundem o Natal que é o Nascimento de Cristo, nosso salvador, com o Papai Noel, que é usado para vendas do comercio: “De um lado, presentes, Papai Noel, ceia, festa e socialização. De outro, nascimento, Jesus Cristo, igreja e celebração da vida. Eis os tradicionais quesitos do Natal comemorado na sociedade atual. Ainda que caminhem por uma estrada relativamente estreita ano após ano, muitos são os questionamentos que abrangem o período natalino. Afinal, será que a real essência do Natal tem se perdido, com o passar o tempo? Ou será que tudo, de alguma forma, se complementa? O Natal é constituído da “presença de Deus”, da “encarnação do Verbo”, que é Jesus Cristo. “O Natal entrou na história como um momento de recordar dessa celebração da encarnação. Recorda o momento histórico em que Deus entra na sociedade por meio do Salvador, onde Ele encarna e age”, explicou o Padre.

As manifestações populares do período, às vezes, acabam retardando o real sentido de celebração do Natal. “O que acontece é que o Natal, em algumas vezes, deixa de ser o ‘Deus conosco’, a encarnação do Verbo, para ser um espaço somente do consumismo, do comércio, sobretudo da exploração do marketing, do comercial”, disse o Sacerdote.

Mas, para o Padre Paulo, a cultura popular precisa ser respeitada. “A troca de presentes simboliza essa gratuidade. Pois Deus é gratuito, e nós queremos, com essa troca, simbolizar esse amor gratuito de Deus. O Natal verdadeiro tem esse sentido da solidariedade, da partilha, da preocupação com o outro”, afirmou.

 

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