Residências ficam em volta da casa que soterrou mãe e filho na comunidade da Vila Sapê

A prefeitura fez, na tarde desta segunda-feira, a demolição de cinco imóveis que ficam na região do desabamento que atingiu mãe e filho na Vila Sapê, em Curicica, na Zona Oeste do Rio. Além da casa onde viviam Raiane Silva Martins, de 21 anos, e Nicolas Domingos Martins, 3, outra residência de alvenaria e três barracos que ficam próximos também foram interditados e colocados à baixo.

O desabamento da manhã de hoje aconteceu em uma casa de três andares, soterrando mãe e filho. Raiane foi retirada dos escombros cerca de quatro horas depois do início do trabalho do Corpo de Bombeiros e a criança, meia hora depois. Ambos passam bem.

Vítima de desabamento em Curicica pediu socorro pelo celular; ouça!

A residência deles se inclinou em direção à do lado, provocando rachaduras nela. “Entrei na minha casa e vi que estava tudo rachado… o chão, rachou a cerâmica, tudinho”, lamentou a doméstica Ivanilda Brito de Souza, de 40 anos, dona do imóvel atingido.

Ao todo, cinco imóveis foram demolidos – Gilvan de Souza / Agência O Dia
CHEIRO DE GÁS
As demolições foram feitas por cerca de 10 agentes da Defesa Civil municipal. O trabalho começou por volta das 15h e menos de uma hora depois já tinha terminado.
Antes da demolição ser iniciada, os moradores tiveram acesso às suas casas para retirar objetos e pertences pessoais. Os barracos demolidos ficam atrás da casa onde houve o desmoronamento.
“Estou sem chão porque não tenho nem para onde ir”, desabafou Ivanilda, que morava com o esposo, os três filhos, a nora e a neta no imóvel de dois andares construído há apenas um ano. “As minhas coisas estão todas na rua; algumas guardadas na casa dos vizinhos”.
Quando a retroescavadeira usada pela Defesa Civil começou a demolir a casa da doméstica, um gás vazou e as pessoas se assustaram, mas não houve explosão. Os moradores acham que é o gás de alguma geladeira.
“A edificação que desmoronou passou por vistorias, assim como outras quatro casas que ficam no entorno. O caso foi encaminhado para a Secretaria de Conservação, para posterior demolição. Os imóveis que estão nas laterais também foram isolados preventivamente”, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) disse, em nota, antes das demolições.
A investigação do caso está sendo feita pela 32ª DP (Taquara).
“Diligências estão sendo realizadas. Vizinhos e testemunhas estão sendo ouvidos e foi requisitada perícia para o local”, a Polícia Civil disse, em nota.
Fonte: O DIA

Faça o seu comentário