A Polícia Federal foi às ruas na manhã dessa segunda-feira (16/06) para cumprir 30 mandados de busca e apreensão como parte da Operação Exam. A ação teve como objetivo investigar desvios de recursos na área da saúde em Cabo Frio, que afetaram diretamente o combate à pandemia do coronavírus no município da Região dos Lagos. Em dos endereços buscados pelos policiais, foram encontrados R$ 42 mil em dinheiro. A quantia estava na residência de um dos empresários suspeitos de envolvimento com o esquema.

A operação teve o apoio do MPF (Ministério Público Federal) e da CGU (Controladoria-Geral da União). Foram mobilizados cerca de 90 policiais federais para cumprir os mandados, que não se limitaram a endereços apenas em Cabo Frio. A cidade de São Pedro da Aldeia, que também fica na Região dos Lagos, foi responsável por expedir as autorizações para a ação. Os mandados também foram cumpridos em São João de Meriti, Nova Iguaçu, Miracema e na capital Rio de Janeiro. A cidade capixaba de Serra (ES) foi outro destino da PF.

Entre os alvos dos mandados, estão três órgãos públicos, 11 empresas e 14 pessoas físicas. As investigações preliminares apontam que as fraudes podem ter causado um prejuízo de mais de R$ 7 milhões aos cofres públicos de Cabo Frio. A investigação teve origem antes mesmo da pandemia, quando o Ministério Público Federal apurava contratos e licitações para exames laboratoriais. Logo em seguida, foi incluída investigação sobre a compra e distribuição de remédios.

Segundo o procurador da República Leandro Mitidieri, a operação seguiria após a pandemia para cumprir as recomendações de isolamento social, mas, que nesse caso, foi preciso antecipar. O governo do estado do Rio de Janeiro também convive com as suspeitas de fraudes na Saúde ligadas ao combate à pandemia. Em maio, a PF deflagrou a Operação Favorito e o então secretário de Saúde, Edmar Santos, acabou demitido. Cerca de duas semanas depois, a Operação Placebo cumpriu mais mandados relacionados a fraudes e esteve inclusive no Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador Wilson Witzel (PSC). A crise de confiança no governo também ajudou a impulsionar a abertura do processo de impeachment contra Witzel, confirmada na última quarta-feira (10/06).

Fonte: Plantão dos Lagos

Faça o seu comentário