A Paroquia Nossa Senhora das Graças, Comunidade Morro do Cruzeiro celebrou nesta quinta-feira (3), o Mistério da Eucaristia e o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. A celebração é uma referência à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição da Eucaristia, durante a Última Ceia de Jesus Cristo com os Apóstolos.

A Santa Missa Campal foi realizada no pátio da Igreja, sendo tomado todas as medidas na prevenção ao Covid-19. “Como as Fotos mostram”, todos de máscara, usando álcool gel e tendo afastamento social.

A Santa Missa foi celebrada pelo Padre Paulo Sergio que disse: “A Eucaristia é a Forma Visível de Sentir Jesus Cristo”.

Em sua Homilia ele contou a História de São Tarcísio, que foi um mártir da Igreja dos primeiros séculos, vítima da perseguição do imperador Valeriano, em Roma, Itália. A Igreja de Roma contava, então, com cinquenta sacerdotes, sete diáconos e mais ou menos cinquenta mil fiéis no centro da cidade imperial. Ele era um dos integrantes dessa comunidade cristã romana, quase toda dizimada pela fúria sangrenta daquele imperador.

Tarcísio era acólito do papa Xisto II, ou seja, era coroinha na igreja, servindo ao altar nos serviços secundários, acompanhando o santo papa na celebração eucarística.

Durante o período das perseguições, os cristãos eram presos, processados e condenados a morrer pelo martírio. Nas prisões, eles desejavam receber o conforto final da eucaristia. Mas era impossível entrar. Numa das tentativas, dois diáconos, felicíssimo e Agapito, foram identificados como cristãos e brutalmente sacrificados. O papa Xisto II queria levar o Pão sagrado a mais um grupo de mártires que esperavam a execução, mas não sabia como.

Foi quando Tarcísio pediu ao santo papa que o deixasse tentar, pois não entregaria as hóstias a nenhum pagão. Ele tinha quinze anos de idade. Comovido, o papa Xisto II abençoou-o e deu-lhe uma caixinha de prata com as hóstias. Mas Tarcísio não conseguiu chegar à cadeia. No caminho, foi identificado e, como se recusou a dizer e entregar o que portava, foi abatido e apedrejado. Um soldado Romano que era cristão o socorreu conseguindo leva-lo a cadeia com as Hóstias sagradas que foi dada aos presos. Logo em seguida morreu devido a surra.

Essas informações são as únicas existentes sobre o pequeno acólito Tarcísio. Foi o papa Dâmaso quem mandou colocar na sua sepultura uma inscrição com a data de sua morte: 15 de agosto de 257.

Tarcísio foi, primeiramente, sepultado junto com o papa Stefano nas catacumbas de Calisto, em Roma. No ano 767, o papa Paulo I determinou que seu corpo fosse transferido para o Vaticano, para a basílica de São Silvestre, e colocado ao lado dos outros mártires. Mas em 1596 seu corpo foi transferido e colocado definitivamente embaixo do altar principal daquela mesma basílica.

No final da Santa Missa uma família fez apresentação de sua filha Sophia de quatro meses para a Igreja, O Padre Paulo disse: “apresentação é expressar o reconhecimento dos pais e da igreja do dom divino de nascimento e a responsabilidade dos pais que resulta dele”. Por fim parabenizou o casal por levar a educação dos filhos como cristãos”.

Obs:  (Na hora da missa, a Hóstia passa por um processo de transubstanciação, ou seja, de simples farinha e água (Hóstia) torna-se o corpo de Cristo, (Corpus Christi ou Corpus Domini). ” Pela tradição, a festa é um momento em que essa Hóstia consagrada sai da Igreja ao encontro dos fiéis.