Neste 4º Domingo do Advento, a Santa Missa celebrada pelo Padre Paulo Sergio, foi acesa a 4º Vela que representa Jesus Cristo a Luz do Mundo: “Liturgicamente, o tempo do Advento (do latim adventus = chegada) corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal.

As quatro velas representam essas quatro semanas e serão acesas, uma a uma, desde o primeiro domingo do Advento até o quarto domingo, para iluminar a vigília do advento, a preparação para vinda da luz ao mundo. Simboliza que Jesus Cristo é a luz do mundo. Comunica a alegria da vida que procede de Deus, aquela que vai além dos limites que a vida no mundo impõe. Via de regra as cores das velas devem corresponder à cor do tempo litúrgico – roxa-, diferenciando-se a terceira vela – rosa – como alegre preparação para a vinda do Senhor”.

Neste sentido, relembramos que as vestes litúrgicas devem ser de cor roxa, como sinal de nossa conversão em preparação para o Natal, com exceção do terceiro domingo, onde a rosa substitui o roxo, revelando o Domingo da Alegria (ou Domingo Gaudette). O Advento deve ser tempo de celebração onde a sobriedade e a moderação são características peculiares da liturgia, evitando-se antecipar a plena alegria da festa do Natal de Jesus. Por isso, neste período não se entoa o “Glória” e nossos passos, nesse recolhimento, seguem em direção ao sublime momento do nascimento de Jesus.

Em sua Homilia o Padre Paulo Sergio, fala sobre José, e sua fé em Deus – Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados”.

Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel, que significa: Deus conosco”. Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa”.

A explicação do nascimento de Jesus toca um ponto controvertido de sua história: sua concepção virginal. O evangelista não está interessado em polemizar nem em dar uma lição a respeito do tema. Por ser uma questão já resolvida para a sua comunidade, a explicação é reduzida a seus elementos fundamentais.

A preocupação do evangelista refere-se a outras questões: como se explica a origem davídica de Jesus, se José não havia ainda coabitado com Maria? De fato, Jesus não é da descendência davídica, quanto ao sangue, e sim José que aceitou colaborar com o projeto de Deus. Deste modo, Jesus é um davidida.

Por outro lado, tem-se a intenção de sublinhar a atitude exemplar de José, um discípulo perfeito. Nele tudo é digno de admiração e imitação. Era um homem justo, temente a Deus, pronto a respeitar o mistério divino, embora desconhecendo-lhe a dinâmica. Homem de discernimento, capaz de colocar-se à escuta de Deus nos momentos de dificuldades, e de sei deixar inspirar por ele. Homem plenamente obediente, cumpridor intemerato da vontade de Deus, a quem submete seu querer.

Todo este cabedal de virtudes encontrou correspondência na Virgem Maria. Na pureza de coração, ambos se tornaram servidores do mistério de Deus, colaboradores na obra divina da salvação.

Davidida: No caso dos Reis, já desde o período anterior à dominação babilônica podemos ver nos textos bíblicos a noção de que um rei davidida irá libertar Israel da dominação estrangeira e iniciar um período de prosperidade e paz \u2013 ideia presente principalmente nos chamados Salmos reais (2, 21, 89, 110, 132), e no livro de Isaías, no qual 9,5 parece ser o mais antigo texto real-messiânico do AT \u2013 no qual o termo messias, porém, não é usado. A ideia de um rei davidida que libertará o povo de Deus é mais rara em Jeremias e Ezequiel, e reaparece em Ageu e Zacarias, já após a dominação babilônica. Ou seja, no período do Segundo Templo, com o fim da dinastia davídica sobre o trono em Judá, a função messiânica descola-se do rei e passa a assumir contornos próprios \u2013 mesmo quando o substantivo não é usado, como, e.g., nos poemas do escravo oprimido no Segundo Isaías (embora haja uso do verbo).

 

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