O Padre Paulo Sergio, da Paroquia Nossa Senhora das Graças celebrou neste domingo (25) o 4º Domingo da Páscoa. A Santa Missa Campal foi celebrada no pátio da paroquia com distanciamento social, acatando diretrizes da Secretaria de Saúde de Seropédica, com uso obrigatório de máscara e álcool gel, devido a Pandemia do Coronavírus. 

Neste quarto domingo da Páscoa a Liturgia da Palavra nos propõe um trecho do Evangelho segundo São João, no qual Jesus é apresentado como “Bom Pastor”. É este, portanto, o tema central que a Palavra de Deus põe à nossa reflexão para este domingo. Cristo é apresentado como o modelo do Bom Pastor, que ama de forma gratuita e desinteressada as suas ovelhas, até ser capaz de dar a vida por elas.

No Antigo Testamento, Moisés e Davi, antes de serem chefes e pastores do Povo de Deus, foram efetivamente pastores de rebanhos.  Uma das imagens mais usadas no Antigo Testamento para expressar o cuidado de Deus para com o seu povo, sobretudo o carinho com que o conduziu da escravidão do Egito para a Terra Prometida, é a imagem do pastor.

A vocação de servir deve estar dentro de nosso coração

“Em verdade, em verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes”

Jesus quer que sejamos felizes, e Ele mesmo nos ensina o que devemos fazer para trilhar o caminho da felicidade. A primeira coisa e a maior de todas elas é que a felicidade consiste em servir, porque o Evangelho começa, justamente, depois que Jesus lava os pés dos Seus discípulos.

Se queremos aprender a ser felizes, precisamos aprender a servir. Devemos aprender a nos colocar aos pés dos irmãos para lavá-los, amá-los e ajudarmos uns aos outros.

A vocação de servir deve estar dentro do coração de cada um de nós como missão primeira e fundamental nessa vida. Estamos aqui para servir uns aos outros. É verdade que, por causa do egoísmo, do orgulho e da soberba, fechamo-nos em nós e queremos que o mundo esteja girando em torno de nós, preferimos que os outros nos sirvam, e quando nos servem parece que é obrigação, nem sabemos mais dizer: “Obrigada! Deus abençoe! ”, nos falta até gentileza em agradecer o outro quando ele nos serve qualquer coisa.

O principal é a nossa falta de disposição em estar a serviço dos outros. Estar a serviço dos outros, no sentido evangélico, não é esperar receber nada em troca, nem recompensa, gratidão nem reconhecimento da parte de quem quer que seja. Servimos porque o serviço é próprio do amor e o amor é servir e se colocar a serviço do outro, é fazer o bem ao outro.