O turismo predatório em Palau teve peso na elaboração da medida

Palau, pequeno arquipélago da Micronésia, na Oceania, a leste das Filipinas, se tornou o primeiro país a exigir, de todos os seus visitantes, a assinatura de um juramento de proteção ao meio ambiente. A medida, que passou a valer em dezembro de 2017, pretende incentivar a preservação dos recursos naturais da ilha, para garanti-los às futuras gerações.

Baseada no bul, um sistema tradicional de gestão dos recursos naturais em que atividades prejudiciais ao meio ambiente são interrompidas até que o país possa se recuperar, a medida foi tomada após o Projeto para o Legado de Palau, uma organização voluntária, perceber o impacto negativo que o turismo estava tendo na ilha.

Agora, todos os turistas terão seus passaportes estampados com o juramento e precisarão assiná-lo antes de entrarem no país. Em formato de poema, o juramento foi criado com a ajuda das crianças locais e exige que as pessoas protejam a ilha, ajam com carinho e explorem com consciência, entre outros mandamentos.

Juramento de Palau

O juramento foi traduzido para cinco línguas, correspondentes às nacionalidades que mais visitam Palau: China, Estados Unidos, Taiwan, Coréia e Japão (Reprodução/Reprodução)

Além de assinar o juramento, os visitantes deverão assistir, ainda dentro do avião, a um vídeo educativo sobre a importância do turismo ecologicamente responsável e receberão uma lista de atividades que podem e não podem ser feitas no país, considerando a preservação ambiental.

Para garantir a efetividade da nova medida, o governo de Palau colocou em prática uma política que permite multar aqueles que quebrarem o juramento em até 1 milhão de dólares. Além disso, o juramento também deve fortalecer leis já existentes de proteção ao meio ambiente.

Mas não são só os turistas que precisam se comprometer com a proteção do país: residentes também estão sendo incentivados a assinar o juramento e o governo está alterando os currículos escolares para criar uma consciência ecológica nas crianças da ilha.

Esta não é a primeira medida que Palau toma para preservar seus recursos naturais. Em 2015, por exemplo, o país criou o Santuário Marinho Nacional de Palau, uma área de 500 mil quilômetros quadrados em que a pesca comercial e a exploração de petróleo são proibidas.

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