O analista ambiental Paulo Carneiro foi nomeado para a presidência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) pelo ministério do Meio Ambiente.

Carneiro ocupava uma das diretorias da instituição e havia sido indicado pelo ex-presidente do ICMBio, o oceanógrafo Ricardo Soavinski. Para os ambientalistas, a nomeação é vista com satisfação.

Antes dessa decisão, que foi publicada no Diário Oficial de hoje, o governo enfrentou uma série de críticas negativas pela possível nomeação de Cairo Tavares. O jovem de 31 anos, indicado ao cargo pelo PROS, partido da base aliada do presidente Michel Temer, era sócio de uma empresa de comércio varejista de Valparaíso (Goiás) e não teria qualquer experiência no setor do meio ambiente.

Seu nome provocou revolta de servidores públicos e representantes da sociedade civil.Instituto é cobiçado por causa de recursos de compensação ambiental Em carta encaminhada ao presidente Michel Temer, seis ex-ministros do Meio Ambiente, dos governos Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique, Lula e Dilma Rousseff, manifestaram “preocupação com a indicação de nomes alheios à gestão socioambiental para ocupar a presidência do ICMBio”, quando o nome de Cairo Tavares tonrou-se uma possibilidade.

“Em seus 12 anos de história, o ICMBio tem sido o esteio da bem-sucedida política de áreas protegidas do Brasil. (…) Jamais, nesses 12 anos, a presidência do Instituto foi ocupada por pessoas estranhas à agenda da conservação. Seria trágico se isso acontecesse agora”, lamentaram os ex-ministros Carlos Minc, Izabella Teixeira, José Carlos Carvalho, José Goldemberg, Marina Silva e Rubens Ricupero.Ameaçado por projetos de lei que visam à redução dos parques nacionais, que estão sob sua gestão, o ICMBio tornou-se cobiçado após a aprovação de uma Medida Provisória que lhe destinará recursos de compensação ambiental que somam R$ 1,4 bilhão. 

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