A Santa Missa foi celebrada pelo Padre Paulo Sergio e teve início com a chegada da Cruz Peregrina da Jornada Mundial da Juventude e do quadro da Campanha Missionaria de 2017. A Missa foi acompanhada pelo Ministério de Música dos alunos da UFRRJ.

O Padre Paulo Sergio falou que a Cruz Peregrina vai estar na Paroquia Nossa Senhora das Graças até o final de semana e depois vai para outra Paroquia de Seropédica. Em seguida falou sobre a campanha Missionaria deste ano. “Outubro é o Mês das Missões, um período de intensificação das iniciativas de animação e cooperação missionária em todo o mundo. O objetivo é sensibilizar, despertar vocações missionárias e realizar a Coleta no Dia Mundial das Missões, penúltimo domingo de outubro (este ano dias 21 e 22), conforme instituído pelo papa Pio XI em 1926. A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída. Este é o tema escolhido pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) para a Campanha Missionária de 2017″. Destaca Padre Paulo Sergio.

Em sua homilia o Padre Paulo Cesar fala sobre o Golpe que os Fariseus queria dar em Jesus. “No evangelho que a liturgia deste Domingo nos convida a refletir, podemos perceber claramente, que os piores inimigos, aqueles que querem nos distanciar de Deus, podem estar presentes dentro de nós, que são a ganância, a ambição o desejo do ter e do poder… Foram esses inimigos, cultivados no coração das lideranças políticas e religiosas do tempo de Jesus, que os cegaram, não os deixando enxergar, na pessoa de Jesus, a presença do Messias, o Cristo Filho de Deus!”

Com a adesão do povo a Jesus, a ira dessas autoridades que detinham o poder, tanto religioso, quanto político, cresceu ainda mais. Porém, Jesus, não se intimidou diante destes seus opositores, Ele continuava falando do Reino abertamente sem medo, deixando-os enfurecidos, dispostos a fazer qualquer coisa, para deter Jesus. Fariseus e herodianos, que eram grupos rivais, ao se sentirem ameaçados pela a presença de Jesus, abriram mão de suas divergências para se unirem no mesmo propósito: eliminar Jesus, tirá-lo do caminho deles.

Para evitar um confronto direto com o povo, e não manchar a imagem deles, eles, acharam melhor, incitar o próprio povo contra Jesus, armando uma cilada para pegá-lo em alguma palavra, na presença do povo. As autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para executar este plano. Aproximando de Jesus, eles disseram: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar imposto a César?” Então Jesus respondeu: “DAI POIS A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR, E A DEUS O QUE É DE DEUS.

Esta pergunta maldosa, revestida de uma aparência de fidelidade a Deus, era na verdade, uma intenção de acusar Jesus: Se Jesus dissesse: “deve pagar” Ele poderia ser acusado junto ao povo, como amigo dos romanos, provocando assim, uma revolta no povo que odiava os romanos. 

Por outo lado, se Jesus dissesse: “Não deve pagar”, Ele poderia ser acusado junto às autoridades romanas, como subversivo. Portanto, a armadilha parecia perfeita, para esses dois grupos, (fariseu e herodianos) Jesus não tinha saída. Porém Jesus, na sua sabedoria Divina, não perdeu tempo com discussões, limitou-se apenas em dizer: “Trazei-me uma moeda para que eu a veja. “Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que está nessa moeda? “Eles responderam: “É de César’. “Então Jesus disse”: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Jesus disse isto, porque Ele sabia que eles já reconheciam a autoridade de César, ou seja, já estavam dando a Cesar o que era de Cesar. O que faltava, era eles devolverem a Deus, o que era de Deus, isto é, o povo, que eles escravizavam! 

E assim, o plano arquitetado pelos os opositores do projeto de Deus, mais uma vez, cai por terra, mostrando-nos que as forças do mal, nunca vencem o bem!

Muitos de nós, condenamos as atitudes dessas autoridades que tramaram contra Jesus, mas será que nós também, de alguma forma, não estamos tramando contra Ele, planejando, ou desejando algo, contra o nosso irmão? Será que estamos acolhendo bem, um novo integrante que chega com ideias novas na nossa comunidade? Ou ficamos enciumados, com medo dele se destacar e tomar o nosso lugar? 

O que estamos dando a Deus? Estamos entregando a Ele os frutos produzidos através dos dons que Ele nos deu? A vida é a maior expressão do amor de Deus, não conduzi-la para o bem, é não dar a Deus o que é de Deus! Partilhar a vida, praticar a justiça, o perdão, é viver a lei do amor, é dar a Deus o que é de Deus.

 

 

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