Os servidores do Ibama do Rio de Janeiro resolveram expressar a sua insatisfação com a atual gestão da autarquia no estado através de uma carta aberta. No documento, publicado no dia 12 de junho, a Associação dos Servidores Federais da Área Ambiental do Rio de Janeiro (Asibama/RJ) manifestam preocupação com os novos rumos da gestão do atual superintendente, Pedro Martins Castilho Júnior.

Na carta, um dos pontos abordados pelos servidores está na “falta de transparência relativa à divulgação da concorrida agenda de compromissos públicos internos e externos do Superintendente, em contraposição ao tímido engajamento nos encaminhamentos necessários às ações técnicas e administrativas sob sua responsabilidade, imprescindíveis ao bom funcionamento do órgão no cumprimento de sua função institucional e ao bem-estar dos servidores e terceirizados no exercício laboral.

Segundo a Asibama, o gestor não tem cumprido os artigos 2° e 11° da Lei 12.813/2013 e a Portaria IBAMA N° 30, de 23.9.2016, que “tornam obrigatória a divulgação diária da agenda de compromissos públicos na internet para os ocupantes do cargo de Superintendente”.

Os representantes da Associação também listam casos de loteamento político de superintendências do Ibama em outros estados, como Espírito Santo, São Paulo e Tocantins.

Superintendente se defende

“Eu consideraria a intempestividade de um evento ocorrido em 29.03.2017 para dar ensejo a referida manifestação apenas em 12.06.17, inclusive em se tratando de uma nomeação que data de 27.07.2016. Não há e nunca houve falta de transparência nos nossos compromissos e ações externos ou internos, que sempre acontecem assistidos por um dos servidores da equipe de gestão do gabinete, ou de uma das áreas técnicas da superintendência”, se defende Pedro Marins Castilho Júnior, em entrevista a ((o))eco. E complementa: “Quanto aos resultados técnicos e administrativos, eu só tenho a agradecer aos servidores ‘desta superintendência’, que tão bem assimilaram o nosso modo de fazer gestão, o que resultou no pleno atendimento das metas institucionais estabelecidas pela direção da Casa”.

Em relação às acusações dos servidores de que os cargos de Superintendentes estão sendo assumidos por pessoas sem nenhuma experiência de gestão na área ambiental, o Superintendente do Ibama do Rio de Janeiro contesta: “Estou honrado e orgulhoso com a função que exerço nesta importante autarquia, somo-me aos que respeitam a casa e assim como eu, desejam trabalhar, sinto-me seguro e majoritariamente apoiado pela ótima equipe técnica e demais colaboradores desta superintendência. Em resumo, tenho uma longa trajetória profissional ligada ao serviço público nas áreas de auditoria, administrativa, financeira e ouvidoria, isso dentre outras experiências que se somaram nos âmbitos municipais e estadual. Ao contrário do que disseram, sou pós-graduado em Direito Ambiental, e pretendo ainda dar continuidade a um MBA em Gestão Pública”, afirma Castilho Júnior.

Sobre a carta aberta dos servidores, Pedro Marins Castilho Júnior não acha que ela representa a totalidade dos servidores do Ibama do estado do Rio de Janeiro. “Pelo que me consta, é ínfimo o grau de representatividade da mencionada instituição quanto aos servidores lotados na Superintendência. Portanto, o cabeçalho do próprio documento já o fragiliza quando se refere aos “servidores do IBAMA lotados na Superintendência. Atribuo tal episódio a um pequeno movimento aparelhado, e não vou me envolver nessas questões. Estou aqui para contribuir com a Casa, e dessa forma continuarei fazendo”, afirma.

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