Reginaldo Pereira Pinto, de 63 anos, estava desaparecido e foi visto pela última vez na sexta-feira

Um funcionário da Cedae morreu após cair em um dos tanques de decantação da estação de tratamento de água do Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo familiares, Reginado Pereira Pinto, de 63 anos, trabalhava na Cedae há mais de 40 anos. 

De acordo com Adélia Rossi, amiga da família, Reginaldo estava de plantão na sexta-feira. Ele foi visto com vida pela ultima vez por volta das 18h de sexta. Depois disso, desapareceu. Outros funcionários encontraram apenas o chinelo de Reginaldo perto de um dos tanques de decantação e comunicaram o desaparecimento. O corpo de Reginaldo deve ser sepultado neste domingo.

Familiares dizem que os bombeiros foram chamados somente no sábado, um dia depois do desaparecimento. Em nota, a Cedae disse apenas que “tomará as providências internas necessárias e que a causa da morte será investigada por meio de inquérito policial.”

 Ao EXTRA, Sebastião contou que a Cedae começou as buscas esvaziando o tanque 3 e, no começo da noite deste sábado, quando os bombeiros fariam trabalho de mergulho no tanque 2, o corpo do tio foi encontrado boiando.

De acordo com o sobrinho, a família pensa em acionar a Cedae na Justiça. Isso porque, segundo ele, a empresa não ofereceria segurança suficiente para o trabalho na estação. De acordo com ele, os tanques não têm guarda-corpo, o que contribui para acidentes no local. Além disso, ele diz que a “Cedae demorou para acionar as autoridades competentes (polícia e bombeiros)”.

 
A falta de segurança no local é o mais revoltante — disse o sobrinho.

O filho de Reginaldo, Ramon Vinícius Silva Pinto, de 29 anos, afirma que a família, após o sepultamento, pretende processar a Cedae, pela falta de segurança no local. — A Cedae tem certa culpa pela falta de segurança do trabalho. O guarda-corpo poderia ter evitado a morte do meu pai — diz.

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