As cenas com espécies ameaçadas de extinção são um retrato de um filme que não sai de cartaz no Brasil: a matança de animais por atropelamentos em estradas.

Diariamente animais silvestres são atropelados na RJ 127 em Seropédica, por falta de uma política verdadeira voltada ao meio ambiente. A área onde tem mais registros de mortes fica em frente ao quartel de munições DCMUN. Este local faz parte da área de proteção ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Guandu.

Neste sábado (15), o Seropédica online registrou Capivaras pastando ao lado da RJ 127, próximo ao primeiro quebra-molas em frente ao Quartel do Exército, DCMUN. A muito tempo se discuti uma forma de construir uma cerca de proteção ao lado da rodovia, mas nada foi feito. A noite os animais são atraídos pelo faróis do carros e acabam sendo atropelados. Cerca de 3 meses atrás, morreu uma Onça Parda no mesmo local. Vários relatos de atropelamentos de Cutias e Capivaras são relatados.

“Ministérios estudam transformar áreas militares em unidades de conservação”

Os ministérios da Defesa e do Meio Ambiente estudam proposta de criação de uma nova categoria de unidade de conservação que englobe algumas das áreas terrestres e marítimas sob responsabilidade das Forças Armadas. Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, ainda não está certo se as novas áreas de proteção da flora e da fauna seriam de proteção integral ou de uso sustentável, cujas regras de exploração são mais flexíveis que no primeiro caso.

“As Forças Armadas já protegem amplas áreas terrestres e marítimas. Por isso, estamos propondo a criação de uma nova categoria de área de proteção ambiental, a Área Militar Especialmente Protegida. Isso significaria duas vantagens: maior segurança jurídica para a manutenção das áreas que já protegemos e ampliação do patrimônio ambiental protegido nacional”, disse Jungmann durante a cerimônia de lançamento do livro Defesa & Meio Ambiente – Preparo com Sustentabilidade, que registra as ações de proteção ambiental adotadas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica.

Atualmente, as unidades de proteção integral dividem-se em cinco categorias: estação ecológica; reserva biológica; parque nacional; monumento natural e refúgio de vida silvestre. São sete as categorias das unidades de uso sustentável: área de proteção ambiental; área de relevante interesse ecológico; floresta nacional; reserva extrativista; reserva de fauna; reserva de desenvolvimento sustentável e reserva particular do patrimônio natural.

Para o ministro da Defesa, há, entre as áreas de uso militar, terrenos cujas características naturais também precisam ser protegidas tanto por sua importância ambiental quanto estratégica.

“São áreas que se tornaram extremamente valiosas, passíveis de serem negociadas em termos de mercado. É compreensível, mas, para o ministério e as Forças Armadas, trata-se de áreas fundamentais. Não só porque são militares, mas também porque representam um patrimônio ambiental brasileiro”, acrescentou o ministro, minimizando o risco de a criação de novas unidades de conservação gerarem conflito entre o Ministério da Defesa ou o comando das Forças Armadas e os moradores de algumas dessas áreas, como Alcântara, no Maranhão, onde uma disputa com comunidades quilombolas se arrasta por mais de três décadas, impedindo os planos de expansão do centro de lançamento aeroespacial.

Onça Parda atropelada em frente ao DCMUN Seropédica

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