Especialistas da Dinamarca e da Inglaterra visitam a CTR da Ciclus e trocam experiências sobre o tratamento de resíduos

Grupo discutiu o futuro do serviço de gerenciamento do lixo em grandes cidades e a geração de energia a partir de resíduos, uma das apostas da Ciclus para o futuro 

Como o Rio de Janeiro e metrópoles de várias partes do mundo podem trocar experiências para um uso cada vez mais racional dos resíduos urbanos? Esse foi um dos principais assuntos da visita que representantes de algumas das mais importantes empresas europeias dos setores de engenharia e sustentabilidade fizeram à Central de Tratamento de Resíduos (CTR Rio) da Ciclus Ambiental, em Seropédica, nesta terça-feira.

Além de conhecerem o aterro sanitário e verem as modernas técnicas usadas para proteger o meio ambiente, eles estiveram na estação de tratamento de chorume e na usina de processamento de biogás que funciona dentro do complexo da CTR. O Complexo permitiu a desativação do aterro de Gramacho e de outros depósitos irregulares de menor porte na Região Metropolitana.

  • Essa oportunidade de mostrar nosso trabalho e conhecer também a experiência de outros países é fundamental para aprimorarmos cada vez mais nossa tecnologia e oferecer soluções de ponta para o tratamento sustentável do lixo do Rio – disse Adriana Felipetto, CEO da Cliclus Ambiental, que conduziu o grupo durante a visita.

Parte do workshop “Diálogos Sustentáveis”, promovido pela Fomenta Rio, agência de fomento do município, o encontro contou com a presença de Peder Kjøgx, CEO da CPHfacilitation, empresa responsável pela despoluição da Baía de Copenhague, e de Søren Hansen, diretor de Projetos da Rambøll, um consultoria dinamarquesa de engenharia, focada em soluções para uma sociedade mais sustentável. Os dois se mostraram particularmente interessados em um dos projetos da Ciclus Ambiental para o futuro, a construção de uma usina no Caju para produzir energia elétrica a partir do lixo.

Para Kjøgx, esse é um importante modelo de geração de energia a ser adotado e precisa de apoio para sua viabilidade econômica:

  • Anos atrás a energia solar e a energia eólica eram consideradas inviáveis economicamente. Hoje já são partes fundamentais da matriz energética de muitos países. Hoje essa é a visão que se tem da energia gerada a partir do lixo, mas é necessário vontade dos agentes públicos para torná-la viável e resolver dois problemas de uma só vez. Mudar essa realidade requer o trabalho de empresas como a Ciclus e outras em todo o mundo, mas exige também mudança na mentalidade das pessoas – avaliou.

GÁS DO LIXO PARA O CARRO

Já Søren Hansen se mostrou impressionado com o uso do gás metano, que é drenado de dentro do aterro por tubulações, na produção de gás para veículos e indústrias.

O lixo sempre foi visto como um passivo ambiental, mas vemos que ele pode ser um ativo – disse o diretor da Rambøll.

O que mais chamou a atenção de Jennifer Woods, representante de um grupo de investidores ingleses, foi o volume de resíduos processados diariamente na CTR, 10 mil toneladas, sendo 9 mil provenientes do município do Rio.

Participaram ainda da visita Maria Hiort Wohlert, vice-presidente do Instituto Canta Gente Boa, Carlos Kerbes, vice-presidente da Fomenta Rio, e as representantes da Rambøll no Rio, Luísa Mathias Leite, e em São Paulo, Alejandra Devecchi.

A Ciclus Ambiental utiliza as técnicas mais modernas de tratamento de lixo na América Latina, incluindo tripla impermeabilização de base reforçada, com argila e dupla camada de mantas de polietileno de alta densidade. A área de aterro conta, ainda, com sensores eletrônicos para detectar qualquer anomalia na impermeabilização. Assim, o chorume gerado pela decomposição dos resíduos não entra em contato com o solo, sendo captado e enviado para o devido tratamento.

SOBRE A CICLUS

A Ciclus (Razão Social: Ciclus Ambiental do Brasil S.A.) é a concessionária do Município do Rio de Janeiro para o transporte, tratamento e destinação final de todos os resíduos da cidade e ainda recebe resíduos de outros municípios.

 

 

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