Alexandre da TV Jaguanum tem mostrado em seus vídeos as mais belas paisagens cariocas, e nesta matéria conta um pouco da história de Barra de Guaratiba, que é cotada como uma das melhores praias do Município do Rio de Janeiro, reduto ecológico e gastronômico.

Barra de Guaratiba faz limite com os bairros de Ilha de Guaratiba, Pedra de Guaratiba, Vargem Grande, Recreio dos Bandeirantes e Grumari e está localizado a cerca de 56 km da Avenida Rio Branco no Centro da Cidade, é um bairro praiano repleto de manguezais em seu entorno e caracterizado por montanhas impregnadas de Mata Atlântica virgem e diversos restaurantes e bares especializados em Frutos do Mar.

Em Barra de Guaratiba fica o Sitio de Roberto Burle Marx, onde o espaço é dedicado à pesquisa, difusão e preservação do legado cultural de um dos maiores nomes da arquitetura do paisagismo do Brasil. As visitas são agendadas por telefone ou Internet.

Logo ao chegar a Barra de Guaratiba tem uma ponte que de acesso restrito por ser área militar. Contudo, por vezes, algumas excursões são feitas no local com fins educacionais e de pesquisa, por escolas e universidades. A navegação e pesca nas proximidades da restinga é proibida, por existir risco de acidentes devido à realização de testes de armamentos e munições.

Conheça a História de Barra de Guaratiba

Nos registros pertencentes a matriz de São Salvador do Mundo da Freguesia de Guaratiba, consta que a região da Barra de Guaratiba começou a ser habitada a partir de março de 1579, quando Manoel Velloso Espinha, morador da Vila dos Santos, que lutou ao lado de Estácio de Sá contra os Tamoios, requereu à Coroa portuguesa a doação de uma sesmaria ( medida de terras com que o rei de Portugal agraciava os seus colonos mais fiéis), situada ao norte da ilha chamada Marambaia da Barra (hoje Restinga de Marambaia), ao longo da costa, com duas léguas de comprimento e outras tantas em direção ao sertão, e mais uma ilha de nome Guratiba-Aitinga ou Aratuquacima (hoje Barra de Guaratiba), com todas as águas, entradas e saídas, visto estarem devolutas povoadas, segundo instruções de sua alteza para povoar o Rio de Janeiro.

O referido cidadão justificou o seu pedido de doação, alegando ter usado um navio de sua propriedade, e a sua custa, com sua gente, mais escravos, com muita despesa, conquistando para a Coroa Portuguesa o rio Tamoio-Franceses e Cabo Frio, além de ter contribuído para a derrota dos Tamoios ao lado de Estácio de Sá.

A doação foi concebida, sob a exigência de que o donatário povoasse as terras dentro de um prazo máximo de três anos, com seus herdeiros, ascendentes e descendentes, sem tributo algum, a não ser dizimo devido a Deus e pago à igreja.

Não resta a menor dúvida de que começou a partir dessa época a ocupação das terra de Guaratiba, pelo homem branco, e a formação de seu povo.

A partir do ano de 1750- cento e setenta e um anos depois, Dom Fradique de Quevedo Rondon na época donatário das terras, doou parte delas á matriz de São Salvador do Mundo da Freguesia de Guaratiba.

Louvado em anotações feitas pelo guaratibano Almir de Carvalho , consta que há fortes indícios de que foi em Barra de Guaratiba que os invasores franceses desembarcaram em 1710, quando o corsário Duclerc percebeu que não poderia vencer a barreira de fogo da Fortaleza de Santa Cruz, para penetrar na Baía de Guanabara. Há fortes indícios, também de que a restinga de Marambaia foi utilizada como local de concentração do tráfico negreiro do século XVIII.

 

 

 

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