Medida foi tomada após companhia admitir que foi detectada presença da enzima geosmina na água. CEDAE disse que operação vai custar entre R$ 1 e 2 milhões.

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) informou que um estoque de carvão ativado nesta quinta-feira (16) para fazer o tratamento da água que é fornecida para o Rio de Janeiro. A medida foi tomada após a companhia admitir que foi detectada a presença da enzima geosmina, liberada por microalgas, que em contato com micro-organismos, altera gosto e cheiro da água.

A data de início do tratamento ainda não foi anunciada já que ainda faltam um equipamento que vem de São Paulo. A CEDAE disse também que a operação vai custar entre R$ 1 e 2 milhões, mas que não haverá aumento de preço para os consumidores.

“A água entra em contato com o carvão e as substâncias indevidas estão sendo aderidas no carvão. Todas as impurezas ficam agarradas no carvão e a água passa sem odor e sabor”, disse Julio Cesar da Silva, chefe do departamento de engenharia sanitária e de meio ambiente da UFRJ vai custar entre R$ 1 e 2 milhões,

Tratamento de água na esação do Rio Guandu da Ceade — Foto: Rodrigo Sanches/G1Tratamento de água na esação do Rio Guandu da Ceade — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Tratamento de água na estação do Rio Guandu da CEDAE— Foto: Rodrigo Sanches/G1

Investigação policial

Nesta quinta-feira (16), policiais civis fizeram uma operação na estação de tratamento do Rio Guandu.Eles investigam se funcionários da CEDAE têm alguma responsabilidade criminal pela água que vem sendo distribuída no rio e na Baixada Fluminense. A estação abastece as casas de cerca de nove milhões de pessoas.

A CEDAE afirmou ainda que a água está dentro dos padrões exigidos pelo Ministério da Saúde e que, apesar de deixar o gosto ruim, a geosmina não faz mal à saúde.

Veja a seguir como será o processo de limpeza:

  • O tratamento começa com o processo de desarenação.
  • Logo depois da captação da água do Rio Guandu, são retiradas partículas de areia presentes na água.
  • Em seguida, é feita a utilização de produtos químicos: sulfato de alumínio e cloreto férrico. Essas substâncias servem para unir as partículas mais finas.
  • Na terceira etapa, entra o carvão ativado pulverizado.
  • A filtração é feita com areia e/ou carvão antracitoso. Depois, os procedimentos finais continuam com a desinfecção, com cloro e a injeção de flúor, para auxiliar na prevenção da cárie dentária.
  • Por fim, a correção de pH com cal hidratada ou cal virgem, para evitar a corrosão das tubulações.
  • A água é bombeada para um reservatório público e ainda recebe mais flúor antes de chegar aos consumidores.

Fonte: G1

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