Por falta de pagamentos da Prefeitura do Rio, empresa CIclus interrompeu transporte de lixo para o Aterro de Seropédica; prefeito diz já ter pago R$ 30 milhões de uma dívida de R$ 72 milhões.

Por volta das 6h40 desta quarta-feira (3), a movimentação de caminhões de coleta domiciliar em uma estação de transbordo às margens da Avenida Brasil, em Santíssimo, Zona Oeste do Rio, era grande.

O Globocop registrou imagens de uma fila de caminhões de coleta domiciliar no local. Cerca de 100 carretas estão sendo usadas para despejar o lixo no aterro sanitário de Seropédica, saindo de circulação na coleta domicilia e fazendo com que muitas pessoas fiquem com lixo acumulado nas portas de casas e lixeiras de prédios.

Outras carretas maiores, responsáveis por levar o lixo da estação de transbordo para o aterro sanitário, também estavam estacionadas ao lado.

A Prefeitura do Rio disse que a Comlurb já acertou o pagamento de R$ 30 milhões com a Ciclus – empresa que administra o aterro sanitário de Seropédica – para esta semana e que voltará a se reunir com a empresa para fazer um novo cronograma para quitar o restante da dívida.

A empresa Ciclus informou que recebeu na terça-feira (2) a primeira parcela, no valor de R$ 2,5 milhões, mas que a dívida integral é de R$ 72 milhões.

Em um dos acessos ao Morro do Juramento, na Zona Norte do Rio, o Globocop também flagrou o lixo acumulado sendo usado como barricada.

A falta de coleta é uma das reclamações de quem mora em Sepetiba, na Zona Oeste da cidade. Segundo os moradores, a última vez que a coleta passou pela região foi na segunda-feira (1).

Por causa do lixo espalhado, eles relatam estar com medo de contrair doenças. Alguns moradores estão retirando os sacos de lixo das ruas de dentro e levando para a rua principal, na expectativa de que sejam recolhidos.

Em nota, a Comlurb informou que o a coleta não foi interrompida, que todos os roteiros estão sendo cumpridos e que a coleta em Sepetiba acontece três vezes por semana.

Fonte: G1

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