Profissionais que atuam na principal rodovia do país revelam os desafios de atender o alto fluxo de ocorrências e atendimentos no trecho entre São Paulo e Rio de Janeiro; rodovia completa 68 anos com redução no número de acidentes

Cerca de 500 profissionais entre socorristas, operadores de veículos e câmeras, gestores e muitos outros cargos administram a Rodovia Presidente Dutra, considerada a principal rodovia do país. A via conecta as duas maiores regiões metropolitanas do Brasil: Rio de Janeiro e São Paulo.

No trecho que corta a região do Vale do Paraíba, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) aborda 50 viajantes por dia. A concessionária CCR NovaDutra, que administra a via, registra, diariamente, 39 acidentes, de pequena à grande proporção.

A Rodovia completa 68 anos de existência no próximo mês. O caminho por onde é transportado cerca de 50% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro recebe cerca de 23 milhões de pessoas em 36 municípios.

Até 1996, em média, morriam 520 pessoas por ano na rodovia, de acordo com a PRF. Em 2018, o número de mortes caiu para 130 em acidentes na Dutra, uma redução de 75%. O número de acidentes também teve uma redução de 11% comparado ao ano de 2017: de 9.028 acidentes em 2017, para 8.054 acidentes em 2018.

Além dos acidentes, a rodovia também registra 170 guinchamentos por dia.

“Grande parte dos acidentes são causados por fator humano, mas a cada dia temos percebido que as campanhas de conscientização têm surtido efeito e as pessoas têm colaborado para um trânsito melhor”, afirmou o Coordenador de interação da CCR NovaDutra, Diêgo Dutra.

SEGURANÇA.

De acordo com PRF, as ocorrências mais frequentes registradas na região são os crimes de lesão corporal culposa ocorridos em acidentes; em segundo lugar ficam os crimes de alcoolemia, quando o motorista ingeriu drogas.

“Nossa missão é garantir segurança com cidadania em áreas nas rodovias federais e áreas de interesse da União, além de reduzir os acidentes, e criminalidade, garantindo a segurança e a fluidez do trânsito” explicou o chefe da PRF em São José dos Campos, Samuel Freire.

 

Fonte: OVALE