Graças ao seu olfato apurado, os cachorros conseguem detectar uma variabilidade maior de cheiros e se tornaram cruciais nas operações policiais.

Em 2020, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Bahia foi campeã nacional no número de armas de fogo retiradas de circulação das estradas federais que cortam o país. Também registrou um aumento expressivo nas apreensões de munições e drogas como cocaína e ecstasy.

Esses números refletem as estratégias da instituição ao apostar em um policiamento cada vez mais especializado e diversificado, que conta com informações orientadas de inteligência, ferramentas de tecnologia e operações integradas.

Nesse contexto, a utilização de cães farejadores pela PRF se transformaram em um diferencial no enfrentamento ao tráfico de drogas e outros ilícitos dentro e fora das Brs.

Os cães de faro possuem um olfato cerca de 50 vezes maior que o dos seres humanos. O nariz do ser humano conta com cerca de 5 milhões de células olfativas. Um número pequeno, se comparado as 250 milhões de células que há no focinho do cachorro.

Graças ao seu olfato apurado, os cachorros conseguem detectar uma variabilidade maior de cheiros e se tornaram cruciais nas operações policiais. Com o auxílio dos cães farejadores as fiscalizações em veículos tornaram mais assertivas na busca de ilícitos.

Os animais precisam ser dóceis e bastante sociáveis, mas ao mesmo tempo são treinados para agir na detecção de drogas.

As principais raças de cão farejador

Labrador, Pastor Alemão, Rottweiler e Pastor Belga são algumas das raças mais utilizadas pela polícia, destacando características valiosas que vão além da grandiosa sensibilidade olfativa canina.

Coragem, lealdade, obediência e energia são fatores extremamente importantes em um cão farejador. Treinados desde filhotes, os cães policiais são do tipo que adoram trabalhar para agradar seus donos e, incentivados a desenvolver o seu sentido olfativo desde pequenos, podem ser usados para a identificação e busca dos mais diferentes itens.

Eles são cuidadosamente selecionados na sua linhagem familiar e submetidos a um rigoroso e sistemático protocolo de treinamento e socialização que envolve visitas a shopping center até um movimentado terminal rodoviário, visto que a PRF realiza também trabalhos sociais com crianças, adolescentes e com o público em geral.

Parceria

E nesse contexto, firmamos uma parceria com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – Correios. O objetivo é trabalhar de forma integrada para combater o transporte de ilícitos por meio do serviço postal.

Os Correios é o maior operador logístico do Brasil, com milhões de objetos postais entregues diariamente na porta dos brasileiros.

Nos últimos anos, o número de drogas encontradas em correspondências e encomendas pelos Correios têm aumentado e por isso o trabalho em conjunto entre as instituições se tornou indispensável para o enfrentamento ao narcotráfico e identificação de todos os traficantes ligados a essa nova modalidade de transporte de drogas, que têm utilizado a internet, as redes sociais e até grupos de whatsapp, para ampliar o comércio do narcotráfico, sem a necessidade de comercialização em ponto fixo.

Para tentar despistar a fiscalização, tem sido comum encontrar drogas dentro de embalagens para presentes. Os traficantes costumam dividir os ilícitos em pequenas porções e colocá-los em diversas encomendas, onde são anexadas notas fiscais correspondentes a outro tipo de material.

As principais drogas encontradas nessas encomendas são skunk (droga produzida em laboratório feita através de vários cruzamentos de tipos de maconha e seus efeitos podem ser cerca de sete vezes mais fortes do que os da maconha comum), além do haxixe e as sintéticas como pontos de LSD, ecstasy, cristais de MDMA e DMT (Dimetiltriptamina).

Nos últimos anos houve um crescimento no comércio dessas ‘pílulas’ que produz alterações no sistema nervoso central e são geralmente usados em festas frequentadas por jovens, provocando euforia e alucinações. Se usado em altas doses, pode provocar convulsões e parada cardiorrespiratória.

O GOC na Bahia

Na Bahia, o Grupo de Operações com Cães (GOC) da PRF foi fundado em 2018 e possui três cães farejadores, K9 Kaleo, K9 Fridel e a cadela K9 Raia, todos capacitados no faro de armas, munições, drogas e seus derivados.

Os policiais rodoviários federais lotados no GOC, possuem formação em curso especializado da PRF para atuar com cães farejadores, e que pela natureza da atividade acabam criando um forte vínculo com o cão. O K9 atua como uma extensão do policial nas ações, em uma verdadeira relação de confiança e parceria.

Para visualizar o vídeo, CLIQUE NO LINK: https://youtu.be/jpNT4aOReqM

 

A importância do trabalho do cão farejador no combate ao crime organizado