A produção de veículos em agosto teve alta de 11,7%, em comparação ao mesmo período do ano passado e de 18,6% se comparado ao mês de julho, segundo a Anfavea. Enquanto cresce a quantidade de veículos, o número de mortes de ciclistas por acidentes de trânsito também segue este ritmo: dados do Infosiga apontam que houve aumento de 170 para 198 óbitos no primeiro semestre de 2018, em comparação com 2017.

Uma enquete recente do Instituto Mobih, elaborada para verificar o que motivaria as pessoas se locomoverem mais por meio de bicicletas, indicou que 57,8% delas acredita que segurança um entrave para a utilização de bike como meio de transporte. De quebra, 29,4% das pessoas aponta a falta de educação dos demais condutores como o principal obstáculo.

Com o estímulo de empresas de compartilhamento de bikes como a Yellow, a tendência é que o número de pessoas que passem a utilizar bicicletas como meio de locomoção aumente. No primeiro mês de funcionamento das bicicletas amarelas, foram mais de 100 mil viagens.

As cidades estão preparadas para lidar com essa tendência? O que pode ser feito para diminuir o número de acidentes envolvendo ciclistas? Além das bicicletas, o que pode ser feito para melhorar o trânsito? Qual a diferença entre mobilidade urbana e mobilidade humana?

Ainda usando como gancho o crescimento da produção de veículos, a segunda maior causa de acidentes de trânsito no país é a combinação álcool e direção. E segundo dados da Pesquisa Vigitel realizada pelo Ministério da Saúde em todas as capitais do país, de 2011 a 2017, a frequência de adultos que admitem conduzir veículos motorizados após terem ingerido qualquer tipo de bebida alcoólica aumentou 16% em todo o país.

Nesta semana, o Instituto Mobih lançou um vídeo inusitado de conscientização a respeito dos riscos de consumir bebida alcoólica e dirigir. A ação endossa a campanha “Beber e Dirigir Machuca”, promovida ao longo deste mês pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), e usa a realidade virtual (ocasionada por um simulador de direção para mostrar que após o consumo de álcool, a condução pode ter consequências perigosas. Segue link com o vídeo: