Chefe da Divisão de Guarda da UFRRJ é Homenageado pela Brigada de Infantaria Pára-quedista

Na festividade de 76º Aniversário da da Brigada de Infantaria Pára-quedista, o Exercito homenageou nesta quinta-feira (29), com Diploma de Amigo dos Para-quedistas o Chefe da Divisão da Guarda da UFRRJ de Seropédica, Renan Canuto.

O evento foi presidido pelo General de Brigada, Helder de Freitas Braga, o contou com a presença de autoridades civis e militares. Devido a Pandemia do Coronavírus, o evento foi mais reservado aos militares.

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HISTÓRIA

A Brigada de Infantaria Pára-quedista, tropa de elite, de pronto emprego e de alto grau de operacionalidade, integrante da Força de Ação Rápida Estratégica do Exército, foi criada em 1945, tendo como origem a Escola de Pára-quedistas.

No ano de 1944, o então Capitão Roberto de Pessôa concluiu em Fort Benning, nos Estados Unidos da América, o Curso de Paraquedista, sendo brevetado como o primeiro paraquedista militar brasileiro. De 1945 a 1948 foram formados, também nos Estados Unidos, outros quarenta e seis paraquedistas militares do nosso Exército, que hoje, juntamente com o Gen De Pessôa, são denominados “PIONEIROS” da tropa paraquedista.

  Em 26 de dezembro de 1945, foi criada a Escola de Pára-quedistas, sendo nomeado o Coronel Nestor Penha Brasil como seu primeiro comandante.

Nos anos de 1946 e 1947, foram realizados os primeiros saltos no país, com lançamentos da famosa aeronave C-47, durante as comemorações da Semana da Asa, na praia do Flamengo.

Em 1948, o então Tenente Celso Nathan Guaraná de Barros concluiu com êxito o Curso de Pathfinder nos Estados Unidos da América. O Curso de Precursor Paraquedista, realizado na Escola de Pára-quedistas em 1951, foi o primeiro curso de especialização combatente conduzido no Brasil.

Também em 1951, foi realizado o primeiro Curso de DoMPSA, depois que alguns militares concluíram o curso de Rigger nos EUA.

Em 1952, a Escola de Pára-quedistas foi transformada em Núcleo da Divisão Aeroterrestre.

Em 1957, sob a direção do então Maj Inf Gilberto Antonio Azevedo Silva, foi realizado o primeiro Curso de Operações Especiais, durante o qual 16 militares realizaram o primeiro salto livre militar no Brasil.

Em 1965, a Academia Militar das Agulhas Negras convidou militares paraquedistas para ministrarem instruções de técnicas de infiltração e guerra na selva para os Cadetes. Dois anos depois, foi criado o Departamento de Instrução Especial, atual Seção de Instrução Especial (SIESP) da AMAN.

Em 1968, o Núcleo da Divisão Aeroterrestre passou a se chamar Brigada Aeroterrestre.

Em 1971, foi realizado o primeiro Curso de Ações de Comandos e a Brigada Aeroterrestre mudou sua denominação para Brigada Pára-quedista.

Em 1976, foi realizada a primeira Operação SACI, que aconteceu nas regiões de Campos e Macaé (RJ) e Viana (ES), com a infiltração noturna da Eqp Prec, o lançamento tático de 700 paraquedistas e a participação de caças F-5E precedendo dez aeronaves C-115, três C-95 e seis C-130. Desde então, esta tradicional operação ocorre anualmente como coroamento do período de adestramento.

Em 1983, por transformação do Destacamento de Forças Especiais da Brigada, que existia desde 1968, foi criado o primeiro Batalhão de Forças Especiais, que deu origem ao nosso “Irmão de Sangue” – o Comando de Operações Especiais, sediado em Goiânia desde 2004.

Em 1985, a Brigada recebeu a atual denominação: Brigada de Infantaria Pára-quedista.

Ao longo das últimas décadas, o boot marrom, a boina bordô e as asas de prata têm conquistado a confiança e o respeito dos cidadãos brasileiros e também da comunidade internacional, devido à participação do Pára-quedista do Exército Brasileiro em diversas operações de paz da ONU. Integrou operações na África: Moçambique, em 1994, e Angola, de 1995 a 1997; na Ásia, no Timor Leste, em 2002; e na América Central, com efetivos presentes em inúmeros contingentes enviados ao Haiti desde 2004.

A Brigada de Infantaria Pára-quedista tem participado ativamente em várias operações de Garantia da Lei e da Ordem em diferentes regiões do país, como na pacificação dos Complexos da Penha e do Alemão em 2010; na segurança dos V Jogos Mundiais Militares em 2011, da Conferência Rio+20 e das Eleições do RJ em 2012; da Copa das Confederações e da Jornada Mundial da Juventude em 2013; e no ano de 2014, da pacificação do Complexo da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, e na segurança das cidades sede do Rio de Janeiro e Salvador durante a Copa do Mundo. 

O passado e o presente repleto de glórias e vitórias de nossa velha Brigada aumentam cada vez mais o orgulho e a vibração dos guerreiros alados de diferentes gerações que aqui serviram ou ainda servem à nossa Pátria, com a mesma convicção inabalável do lema da tropa paraquedista.

BRASIL ACIMA DE TUDO!

 

Por Lucas Nascimento

Formado em Sistemas de Informação pela FAETERJ, carioca de coração, apaixonado por teologia, tecnologia, matemática, geografia, história e pela sociedade em geral.

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