Cerca de 200 alunos do Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, com apoio do SEPE e SINTUR fizeram manifestação nesta quarta-feira (15) contra o corte de custeio da educação. Segundo sindicalistas, alunos e professores este corte vai afetar diretamente o CTUR e a UFRRJ, que usam esta verba para melhoria e novos investimentos na educação.

A paralização dos alunos causou um engarrafamento de mais de 5 km nos dois sentidos da Estrada rio São Paulo. Os alunos foram acompanhados pela policia Rodoviária Federal, Policia Militar e a Secretaria de Ordem Pública de Seropédica para terem segurança na rodovia.

O CTUR é fruto da junção, em 1973, de duas instituições: o Colégio Técnico de Economia Doméstica (CTED) e o Colégio Técnico Agrícola Ildefonso Simões Lopes. No entanto, sua história começou com a implantação do Aprendizado Agrícola, em 1943. Desde sua criação o CTUR já profissionalizou milhares de alunos, muito deles acabaram fazendo faculdade na UFRRJ.

Segundo o MEC, a medida foi tomada porque a arrecadação de impostos está menor do que o previsto, e o dinheiro pode voltar às universidades caso ela suba. Esse bloqueio de verbas se chama “contingenciamento”, atinge todos os ministérios e já foi aplicado em outros anos.

O corte, segundo o governo, foi aplicado sobre gastos não obrigatórios, como água, luz, terceirizados, obras, equipamentos e realização de pesquisas. Despesas obrigatórias, como assistência estudantil e pagamento de salários e aposentadorias, não foram afetadas.

No total, considerando todas as universidades, o corte é de R$ 1,7 bilhão, o que representa 24,84% dos gastos não obrigatórios (chamados de discricionários) e 3,43% do orçamento total das federais.

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