O município de Seropédica tem uma linda história que reporta desde o periodo do descobrimento do Brasil. E nesta História conseguimos dislumbrar locais históricos para atrair o Turismo, com o Caminho do Café e o caminho do Ouro.

A história inicia no periodo das Capitanias hereditárias que foram criadas entre 1534 e 1536, a partir da divisão do litoral brasileiro em extensas faixas de terra que iam da costa para o Oeste, até o meridiano traçado por Tordesilhas. Ao todo foram constituídas 14 Capitanias que foram doadas a 12 donatários.

1536 – Com o crescente tráfico de peles e madeiras, principalmente pau-brasil praticado, em sua maioria, por franceses desde o litoral do atual estado de Pernambuco, onde montaram um fortim, até Cabo Frio, a coroa portuguesa institui uma forma de ocupar e defender as terras há algum tempo descobertas.

Para isso, criaram as capitanias hereditárias, modelo já utilizado nas ilhas de Cabo Verde, e as distribui entre fidalgos, para que estes ocupassem os lotes cedidos, promovendo sua colonização e defendendo-os. O atual município de Seropédica está na área que pertencia à capitania de São Vicente, cujo donatário era Martim Afonso de Souza.

1567– Cristóvão Monteiro, ouvidor do Rio de Janeiro, envia requerimento a Martim Afonso de Souza, donatário da capitania, solicitando uma gleba de terras na margem direita do rio Guandu. A posse foi efetiva em 30 de dezembro.

1589– Em 7 de dezembro, Marquesa Ferreira, viúva de Cristóvão Monteiro, atendendo a vontade do finado marido, doa parte das terras aos jesuítas. A outra parte coube, por herança, a sua filha Catarina Monteiro.

1590/1592– A região é efetivamente explorada por, entre outros, Garcia Ayres e pelo filho do bandeirante Fernão Dias Paes Leme, Garcia Paes Leme.A busca visada, principalmente, a descoberta de esmeraldas. Os dois exploradores ocuparam terras na margem esquerda do Guandu. Foram responsáveis, por exemplo, pela fundação dos municípios de Queimados e Nova Iguaçu.

1612– Em 30 de maio, Catarina Monteiro e seu marido José Adorno transferem aos jesuítas as terras herdadas em troca de terras em Santo Amaro (Bertioga, SP).
Por essa ocasião, a região era conhecida por: Brejaes de São João Grande (grafia da época). Devido ao fato de ali se encontrarem grandes alagadiços, principalmente no período das fortes chuvas, responsáveis pelas cheias periódicas no Rio Guandu.

Os jesuítas adquiriram, por doação, compra ou permuta, imensa quantidade de terras. Esta área compreende hoje aos seguintes municípios: parte do Rio de Janeiro (Santa Cruz e Campo Grande), Seropédica, Itaguaí, Mendes, Nova Iguaçu, Paracambi, Japeri, Eng. Paulo de Frontin, Piraí, Rio Claro, Vassouras e Volta Redonda.

1729– Em 25 de outubro, os jesuítas encarregaram uma equipe, liderada por Manoel Maia da Hora, de medir tão extensa propriedade. Tais medições só podiam ser realizadas entre junho e novembro, fora do período das chuvas. Em meados de novembro, subindo a margem direita do rio Guandu, a equipe encontra um vilarejo conhecido como Bananal (localizado onde hoje está o bairro de Jardim Maracanã).

A ocupação do local, como se supõe, pode ter ocorrido numa dessas explorações realizada no final do século XVI.

Era comum que, para evitar serem acometidos pela fome em seus deslocamentos, os exploradores plantassem roças ao longo do caminho e deixassem alguém de vigília no local. Com o fim da expedição, muitos retornavam para os locais de roça e ali se estabeleciam.

A palavra Bananal não se refere a uma plantação de bananas, como seria lógico deduzir, mas a um termo indígena, Mb’-a-nâ-n-á, que significa torcido, fazer voltas e é alusivo á correnteza de um rio, águas sinuosas, de certo rio Guandu à época. Daí, também se origina a palavra embananado = enrolado.

1758– Por volta desse período, o povoado do Bananal ganha em importância com a descoberta de ouro na região de Vila Rica, atual Ouro Preto. Por ali passava uma pequena estrada que ligava o caminho velho de São Paulo (que deu origem a Rio-São Paulo) ao caminho das Minas ou estrada real (saindo da Baía da Guanabara, na altura de Duque de Caxias até Ouro Preto). Esta pequena estrada, após passar pelo povoado de Bananal, cruzava o rio Guandu e continuava por uma trilha árdua até atingir a Estrada Real. Ela ficou conhecida como, caminho das minas do Guandu, pois se acreditava que nas serras próximas havia ouro. Isto fazia do lugar, uma importante rota de aventureiros em direção as Minas. Mais tarde, a estrada funcionou como uma alternativa para retirar o ouro sem passar pelos postos de controle da coroa Portuguesa e, com isso, fugir dos pesados tributos, levando a coroa a instalar o registro do Rio Itaguaí. Já nessa época, funcionavam nas áreas do povoado do Bananal duas feitorias da Fazenda de Santa Cruz.
A feitoria do Peripery localizava-se onde hoje é a termoelétrica e destinava-se à produção de arroz, feijão, milho, anil (planta usada na produção de alvejante que era exportado para a Europa) e aguardente.

A feitoria do Bom Jardim, localizada nas margens do Ribeirão da Lages e destinava-se, principalmente, à extração de madeira para diversas finalidades.

1817– Foi erguida, no povoado de Bananal, uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição (provavelmente uma homenagem a D. João VI, já que esta era sua Santa de devoção). A doação do terreno para a construção partiu de Francisco do Amor Divino e Maria Rosa do Nascimento Pereira de Souza. Também foram doados terrenos para a construção de um cemitério e de um logradouro público.

Atualmente ainda existem locais preservados que poderia ser designada para o Turismo, como o Tumulo da Princesa filha de Dom Pedro II, que atualmente está em uma propriedade particular no Bairro Jardim Maracanã. A Imagem de Nossa Senhora de Nazaré que está guardada no Posto de Saúde do bairro do mesmo nome. A Fazenda Paraíso da Serrinha conhecida como Fazenda do Marum, que esconde histórias sobre a cidade de Seropédica. A Casa de Pedra que guardava o Ouro vindo de Minas Gerais para o Porto de Santos onde o ouro era levado para Portugal. A Fazenda Santa Thereza que teve início como a Fazenda Santa Cruz que ocupa a área em um triangulo com as cidades de Seropédica, Pirai e Itaguaí.

Além disso Seropédica tem outros locais históricos como maior Universidade Rural do Brasil UFRRJ, o Prédio da Pesagro, e da Embrapa, a Fazendinha,  o Prédio da 1º Radio do Rio de Janeiro a Radiobrás localizado no km 42 ao lado da Antiga Marmorex.

Além disso temos o Caminho Real, onde passava o Ouro e o Café que ia para Santos, que inicia na Rodovia Presidente Dutra, ao lado da Fazenda do Fabinho, subindo até a Serra do Piloto até chegar a Mangaratiba. E o Horto Florestal Mario Xavier.

Notaram como Seropédica é cheio de locais legais para turismo?