Encontro aconteceu em Mesquita, na Praça PEC, e reuniu representantes das cidades da região, da sociedade civil e da UFRRJ

Foi realizada em Mesquita na última quinta-feira, dia 4 de março, a primeira reunião presencial do ano da Baixada Verde. O grupo é formado por dez municípios situados em regiões com mata atlântica, fauna e flora diversas, fontes de águas limpas e outras atrações turísticas na Baixada Fluminense. A intenção é fortalecer a região, estimulando o turismo nessas áreas e, assim, trazendo mais visibilidade e investimentos para essas cidades. O encontro aconteceu de forma presencial na Praça PEC, que fica em Santo Elias. Participam da Baixada Verde os municípios de Mesquita, Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Magé, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados, São João de Meriti e Seropédica.

A pandemia do novo coronavírus travou um pouco os nossos avanços e dificultou essa organização. Todos os municípios acabaram tendo de voltar as atenções para a saúde pública e, com isso, questões relacionadas ao turismo precisaram ser adiadas. Mas agora, com a vacina para a covid-19 sendo uma realidade, precisamos retomar essas discussões”, avalia Kleber Rodrigues, subsecretário municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo de Mesquita, anfitrião da reunião, que contou com participantes da sociedade civil e da UFRRJ.

Necessidades

O principal ponto discutido foi a necessidade de institucionalizar a instância de governança da Baixada Verde. A Baixada Verde já tem sua diretoria constituída, assim como um estatuto e regimento. O que falta, no entanto, é criar um CNPJ. “Sem isso, não conseguimos, por exemplo, captar recursos através de emendas ou de convênios”, explica Kleber.

Para o subsecretário de Turismo de Mesquita, é importante fortalecer o turismo regional na Baixada Verde, estimulando que os próprios moradores desses municípios e da Baixada Fluminense criem o hábito de visitar os pontos turísticos da região. Assim, esses espaços poderão ganhar mais visibilidade dentro do estado e até nacionalmente.

É preciso que a Baixada supere o estigma de ser um lugar violento e sem atrativos. Sim, porque é essa a imagem que muita gente que não conhece a região tem. Além disso, temos de estimular que esses turistas permaneçam mais tempo nessas áreas. Por exemplo, visitando um parque natural em uma cidade, almoçando em outra e se hospedando em uma terceira”, analisa.

Turismo local

Em Mesquita, Kleber enxerga várias possibilidades de pontos turísticos que podem se destacar no período pós-pandemia. Caso das telas do Revitaliz’Art, projeto que vem embelezando diversas ruas e avenidas com grafites feitos por artistas e que ficam iluminados à noite. Ou o Monte Horebe, bastante visitado por religiosos de todo o Brasil. Há ainda outros locais, como a Paróquia Nossa Senhora das Graças, no Centro, e a Escola de Artes da Chatuba, voltada principalmente para as artes circenses.

Além disso, estamos investindo no esporte de alto rendimento, o que vai trazer mais jogos oficiais para a cidade. Nossa lona cultural, que está pronta e será inaugurada assim que possível, também se tornará palco para eventos culturais. Tudo isso deve movimentar o turismo na cidade”, torce.

Fonte: Prefeitura de Mesquita