Com variante Delta, sintomas de Covid-19 em jovens parecem com os da gripe

Dados coletados por aplicativo sugerem que, entre os mais jovens, a variante pode estar associada a manifestações ligeiramente diferentes dos sinais “clássicos” da doença

Era fevereiro de 2021 quando uma nova variante do vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, foi detectada pela primeira vez na Índia. Batizada de Delta, a cepa tecnicamente conhecida como B.1.617.2 se tornou global em menos de seis meses após seu aparecimento, com casos já confirmados em 74 países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Agora, dados coletados por pesquisadores do Reino Unido – onde a variante se tornou a mais difundida entre a população – sugerem que, além de mais transmissível, ela pode provocar sintomas ligeiramente diferentes dos indícios clássicos da doença na população mais jovem, assemelhando-se, nesse grupo, a uma “gripe forte” – o que pode estar contribuindo para sua rápida disseminação.

De acordo com os dados mais recentes do projeto, que se referem ao período entre 23 de maio e 5 de junho, os casos da variante Delta aumentaram rapidamente entre a população de 20 a 29 anos, seguida pela faixa etária de 0 a19 anos, o que corresponde aos grupos que ainda não foram totalmente vacinados contra a Covid-19 no Reino Unido.

Os principais sintomas registrados por esses pacientes são, nesta ordem: dor de cabeça, coriza e febre. A tosse, um dos indícios frequentemente associados à doença, só aparece na quinta posição e a perda de olfato e paladar, por sua vez, não consta entre os dez primeiros. “As pessoas não percebem isso e esse dado não aparece em nenhuma orientação do governo, o que significa que elas podem pensar que acabaram de pegar um tipo de resfriado sazonal e, ainda assim, vão para festas e podem espalhar a doença”, alerta Spector. “Achamos que isso está alimentando muito o problema”.

Fonte: Galileu

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