Pezão faz juramento na Alerj para substituir Cabral no cargo.

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O Ex Secretario de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Seropédica Wilson Beserra esteve presente e desejou sucesso neste novo trabalho. “Pezão é homem serio e empreendedor, e ama o Rio de Janeiro como ninguém, acredito que ele fara um bom Governo” comemora.
O presidente da Alerj, Paulo Melo convidou para compor a mesa durante a cerimônia o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta; o senador Francisco Dornelles; a presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Leda Mariano; o procurador Marfan Vieira; o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Julio Lopes de Carvalho; a deputada Graça Matos e o deputado estadual Gustavo Tutuca, que é de Piraí, cidade que já teve Pezão na prefeitura.

Após o fim da cerimônia, Pezão seguiu para a cerimônia de transmissão do cargo no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, sede do Executivo estadual.

Na saída da Alerj, Pezão informou que seu primeiro ato como governador vai ser tentar, em reunião com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e um grupo de médicos, reabrir a Santa Casa de Misericórdia do Rio, interditada há quase seis meses pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele também aproveitou para elogiar seu antecessor: “Cabral é a pessoa mais generosa que conheci na vida”, afirmou.

Depois, no Twitter, prometeu trabalho duro. “Sei que a missão vai ser árdua e difícil, mas vou continuar trabalhando muito para melhorar a vida da população. Podem sempre contar comigo”, escreveu.

Berço político em Piraí
Pezão assume o Governo do Rio de Janeiro na vaga de Sérgio Cabral, que entregou sua carta de renúncia à Alerj na tarde desta quinta. Ele deve se candidatar ao Senado. Pezão, por sua vez, vai disputar a eleição para governador, em outubro.

Dono de sapatos tamanho 47,5, Pezão alavancou sua carreira política em Piraí, no Sul Fluminense, onde foi prefeito por dois mandatos. Em 2006, quando Cabral foi eleito, acumulou os cargos de vice-governador e de secretário estadual de Obras. Na função, esteve envolvido diretamente com o planejamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em favelas cariocas e com a tarefa de organizar o auxílio à Região Serrana após as chuvas de 2011. Em setembro do mesmo ano, deixou o cargo de secretário de Obras para maior dedicação ao vice-governo.

A renúncia de Cabral foi escrita em uma carta, lida pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Paulo Melo (PMDB). Cabral cumpriu dois mandatos, eleito em 2006 e reeleito em 2010, no primeiro turno. Teve bons resultados, principalmente na área de segurança, com a criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Desde 2013, no entanto, após as manifestações iniciadas em junho, o governador viu sua popularidade cair.

No final da cerimonia centenas de amigos e políticos vieram dar parabéns ao novo Governador do Rio de Janeiro.

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