O Comitê Guandu-RJ é um órgão colegiado que delibera ações na Região Hidrográfica II (RH-II), composta por  três bacias hidrográficas: Guandu, da Guarda e Guandu-Mirim.

O rio Guandu é o maior entre as bacias hidrográficas, com área de 1.385 Km². É formado pelo ribeirão das Lages que passa a se chamar rio Guandu a partir da confluência com o rio Santana. Seus principais afluentes são os rios dos Macacos, Santana, São Pedro, Poços/Queimados e Ipiranga. O seu curso final retificado leva o nome de canal São Francisco. Todo seu percurso até a foz totaliza 48 Km.

Boa parte de sua água vem de um importante manancial: o rio Paraíba do Sul. Na usina hidrelétrica da Light, a jusante de Santa Cecília, é feita a transposição da água, quando o Paraíba do Sul cede cerca de 60% de suas águas para o Guandu, através das canalizações forçadas das usinas. Essa transposição encontra as águas do rio Ribeirão das Lajes e desce para formar o Guandu e abastecer o Rio de Janeiro.

Já o rio da Guarda compreende uma área de 346 Km² sendo vizinha pela margem direita da bacia do rio Guandu. Seu principal formador é o valão dos Bois, um canal com cerca de 35 Km de extensão e área de drenagem de 131, 4 Km². Pode-se dizer que o rio da Guarda se inicia após a confluência do valão dos Bois com o rio Piloto e se desenvolve ao longo de, aproximadamente 7 km até a sua foz, na Baía de Sepetiba.

À partir das proximidades da antiga Rio-São Paulo, percorre a área urbana de Campo Lindo e a grande zona de exploração de areia do “Polígono de Piranema”, recebendo pela margem esquerda o Valão do China, que cruza o Bairro de Campo Lindo e logo depois de uma área agrícola.

O último rio que forma a RH-II é o Guandu-Mirim. Ele abrange uma área de cerca de 190 Km². O Guandu Mirim nasce na Serra do Medanha, com nome de Guandu do Sena, que é formado por várias nascentes. Em seguida, troca de nome para rio da Prata do Medanha até a confluência com o rio Sapê, quando passa a se chamar Guandu Mirim. Suas águas ingressam no canal D. Pedro II e, posteriormente, no rio Guandu, onde deságua na Baía de Sepetiba.

Em sua margem esquerda, os terrenos são de pastagens, enquanto a margem direita, apesar das grandes inundações, encontra-se totalmente ocupada por propriedades agrícolas e sítios de lazer.

O atual canal D. Pedro-Guandu representa o desvio do antigo curso do rio Guandu Mirim, cujo leito marcava a divisa entre os antigos Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, que se esgotava através do Canal de São Francisco. Com esta modificação, enquanto o rio Guandu Mirim marca a divisa entre os Municípios de Nova Iguaçu e Rio de Janeiro, o antigo leito, hoje seco, permanece como marco político de limites entre os municípios.

Fonte: Comitê Guandu

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