UFRRJ sedia “Sabores da Resistência” para celebrar a Gastronomia Afro-Brasileira
16 de dezembro de 2025
O idealizador do projeto, chef Pedro Alex, explicou que a iniciativa foi criada para resgatar as tradições culinárias (Foto: Reprodução)

O idealizador do projeto, chef Pedro Alex, explicou que a iniciativa foi criada para resgatar as tradições culinárias (Foto: Reprodução)

A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) foi palco, nos dias 10 e 11 de dezembro, do evento “Sabores da Resistência”. Realizado no Hotel Escola, o encontro promoveu uma interseção entre o conhecimento acadêmico, lideranças afro-religiosas e a expertise de chefs de cozinha, por meio de rodas de conversa, aulas-show e degustações de pratos típicos.

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O projeto faz parte do Circuito Gourmet da Gastronomia Afro, iniciativa que visa o resgate de tradições e a valorização da identidade cultural brasileira através do alimento. O evento contou com o suporte técnico da ABRACHEFS (Associação Brasileira de Chefs de Cozinha & Bartenders).

Diálogo entre Ancestralidade e Prática

A programação concentrou debates fundamentais sobre a “Cozinha de Terreiro” e os “Saberes da Ancestralidade”. As mesas redondas matinais discutiram a profunda conexão entre alimentação, memória e espiritualidade, contando com a presença de especialistas como:

  • Os professores Otair Fernandes e Brian Kibuuka;

  • A iyá Clauciele T’Osun e a Mãe Nilce de Iansã;

  • Chefs convidados.

No campo prático, o chef Gerson Fernandes apresentou o prato autoral “Raízes da Resistência”. A receita — composta por mousseline de inhame, carne-seca desfiada e cebola caramelizada — foi elaborada para simbolizar a história e o território da cultura afro.

Missão e Representatividade

Para o idealizador do projeto, chef Pedro Alex, o evento cumpre o papel social de combater o preconceito gastronômico e a falta de representatividade. Segundo ele, a iniciativa busca dar voz à ancestralidade em um espaço de prestígio como a universidade.

“A ideia é resgatar nossas tradições culinárias, que foram se perdendo com o tempo, e compartilhar essa riqueza com as novas gerações. Um lado trabalha a oralidade da comida e o outro traz os sabores para a degustação”, explica o chef.

Conclusão e Legado

O encontro reforçou a premissa de que a culinária preta no Brasil é um elo de sustentação histórica. Ao unir a sinergia acadêmica às tradições de matriz africana, o “Sabores da Resistência” reafirmou que cada ingrediente e preparo carrega consigo uma carga de preservação cultural e resistência social.

Informações via Jornal Atual

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