Rodoviários do Rio rejeitam proposta patronal e mantêm estado de greve
24 de julho de 2026

Decisão foi tomada por unanimidade em assembleia. Categoria ameaça paralisações pontuais por empresa e aciona a Justiça para cobrar o “tempo de placa”

Rodoviários do Rio rejeitam proposta do Rio Ônibus e mantêm estado de greve

Rodoviários do Rio rejeitam proposta do Rio Ônibus e mantêm estado de greve

Em assembleia geral realizada na tarde desta quinta-feira (23/07), no auditório do Sindicato dos Rodoviários, em Rocha Miranda, Zona Norte do Rio de Janeiro, cerca de 250 trabalhadores do transporte coletivo municipal votaram por rejeitar integralmente a proposta do Rio Ônibus (sindicato patronal) e decidiram manter o estado de greve na capital.

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A contraproposta das empresas havia sido apresentada na quarta-feira (22/07), durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ).

Rejeição unânime e mudança na estratégia de negociação

A oferta do setor patronal previa um reajuste salarial de 5% e um aumento de 6% no valor da cesta básica — índices considerados insuficientes pela categoria.

Diante do impasse e da recusa unânime, o Sindicato dos Rodoviários aprovou uma mudança tática de postura: as tratativas unificadas com o Rio Ônibus serão suspensas, e a entidade passará a negociar diretamente de forma individual com cada empresa de ônibus.

“Optamos por manter as negociações, mas agora em âmbito empresarial. Onde houver avanço, firmaremos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) específicos”, explicou o presidente do sindicato, Sebastião José.

O dirigente sindical reforçou o posicionamento da categoria:

“Os rodoviários reprovaram por unanimidade a proposta do Rio Ônibus de 5% de reajuste salarial e 6% na cesta básica. Está mantido o estado de greve e, a partir de agora, a negociação será por empresa. Onde continuarem as irregularidades, pode haver paralisação por empresa, pois a categoria entende que isso causa menos transtornos para a população.”

Paralisações cirúrgicas e ação pelo “tempo de placa”

Ainda que uma greve geral imediata em toda a cidade esteja descartada no momento, a categoria definiu os novos rumos das mobilizações:

  • Paralisações direcionadas: Não estão descartadas interrupções pontuais e diárias nas garagens das empresas em que os acordos individuais não avançarem ou onde forem identificadas irregularidades trabalhistas.

  • Ação judicial pelo “tempo de placa”: O sindicato acionará a Justiça do Trabalho para exigir o pagamento dos 30 minutos diários em que os motoristas permanecem à disposição nos pontos finais recebendo passageiros. A categoria argumenta que esse tempo vem sendo indevidamente descontado como intervalo de refeição ou simplesmente não remunerado.

  • Dissídio no TRT: O processo de dissídio coletivo prosseguirá em tramitação regular no Tribunal Regional do Trabalho, sob a condução do desembargador relator do caso.

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