Operação policial no Rio de Janeiro resulta em 6 mortos e liberta reféns
5 de setembro de 2025

Ação em Senador Camará, na Zona Oeste, visava prender líderes do crime organizado; confronto gerou pânico e alterou a rotina da região

Criminosos 'escoltam' ônibus tomado como barricada em Senador Camará — Foto: Reprodução/TV Globo

Criminosos ‘escoltam’ ônibus tomado como barricada em Senador Camará — Foto: Reprodução/TV Globo

Seis indivíduos foram mortos durante uma operação da Polícia Militar na Vila Aliança, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, nesta quinta-feira (4). O desfecho da ação foi dramático: um grupo de criminosos manteve um pastor e uma criança reféns dentro de uma casa, mas as vítimas foram resgatadas sem ferimentos após confronto com as forças de segurança.

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A operação foi montada a partir de informações de inteligência que visavam a captura de líderes de um grupo criminoso da área. Os alvos principais eram Bruno da Silva Loureiro, conhecido como “Coronel”, e José Rodrigo Gonçalves Silva, o “Sabão da Vila Aliança”.

O primeiro é apontado como o responsável pela morte da jovem Sther Barroso dos Santos, em um crime brutal ocorrido no mês passado. Já o segundo é acusado de ser o mandante de um ataque a tiros contra um helicóptero da Polícia Civil em março, que feriu gravemente o copiloto da aeronave.

Barricadas em chamas em Senador Camará — Foto: Reprodução/TV Globo

Barricadas em chamas em Senador Camará — Foto: Reprodução/TV Globo

Confronto e caos na Zona Oeste

A ação policial desencadeou um cenário de intenso confronto na região. Os criminosos reagiram com tiros, atearam fogo em lixo e usaram veículos, como ônibus e caminhões, para montar barricadas. Moradores foram forçados a se abrigar em casas e estabelecimentos comerciais, enquanto o transporte público foi drasticamente afetado, com a Supervia e diversas linhas de ônibus tendo de suspender ou alterar seus itinerários.

Imagens aéreas flagraram criminosos armados com fuzis “escoltando” um dos ônibus usados como barricada, evidenciando o nível de violência. Passageiros da Supervia e alunos de uma escola local precisaram se jogar no chão de vagões e abrigos para se protegerem dos disparos. Além dos mortos, a polícia prendeu dois suspeitos e apreendeu quatro fuzis e diversas pistolas.

Participaram da operação diversas unidades especializadas das polícias Civil e Militar, como a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), com o apoio de helicópteros e veículos blindados.

Segundo o delegado Moysés Santana, a operação foi “muito bem planejada” para capturar os alvos. O tenente-coronel Marcelo Corbage, comandante do Bope, destacou a cautela da equipe para “evitar qualquer outro efeito não desejado”.

O trágico caso de Sther Barroso dos Santos

Sther Barroso dos Santos morta após recusar sair com traficante — Foto: Reprodução/Instagram

Sther Barroso dos Santos morta após recusar sair com traficante — Foto: Reprodução/Instagram

A operação na Vila Aliança tem forte ligação com a morte da jovem Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, que chocou a comunidade no último mês. Sther, que trabalhava em uma lanchonete e tinha planos para uma vida melhor, foi espancada e brutalmente assassinada após recusar sair com Bruno da Silva Loureiro, um dos alvos da operação.

A mãe da jovem relatou que a filha teve um breve relacionamento com o criminoso, mas havia se afastado e até mudado de bairro para escapar de novas investidas. O corpo de Sther foi encontrado desfigurado e com sinais de violência, tornando o caso um dos mais brutais da região e motivando a ação policial que culminou com a morte de seis indivíduos nesta quinta-feira.

Os alvos da operação:

Bruno da Silva Loureiro, o Coronel: chefe do crime na comunidade do Muquiço e apontado como assassino de Sther Barroso dos Santos.

José Rodrigo Gonçalves Silva, o Sabão: apontado como mandante do ataque a tiros contra um helicóptero da Polícia Civil.

Crianças se abrigam de tiros no corredor de escola — Foto: Reprodução

Crianças se abrigam de tiros no corredor de escola — Foto: Reprodução

Passageiros da Supervia e alunos do GET Mario Fernandes Pinheiros precisam se proteger de tiros — Foto: Reprodução

Passageiros da Supervia e alunos do GET Mario Fernandes Pinheiros precisam se proteger de tiros — Foto: Reprodução

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