Queda de importantes ativos e congelamento da Celsius trouxeram dúvidas aos investidores

Após a expansão vivida nos últimos dois anos, a expectativa do mercado de criptomoedas era estruturar a sua consolidação ao longo de 2022. No entanto, os acontecimentos mais recentes, que incluem desde a queda de importantes ativos até o congelamento da plataforma Celsius, trazem dúvidas sobre o futuro do setor. 

Em maio, houve o colapso da Terra (LUNA), uma stablecoin — como é chamada a moeda digital estável — que mantinha a paridade com o dólar. A situação aumentou a incerteza dos investidores e, em seguida, importantes criptomoedas passaram a viver um período de retração.

O Bitcoin (BTC), que já vivia oscilações desde o início do ano, foi um dos principais atingidos. 

Até junho, a principal criptomoeda do mercado amargou queda de quase 60%, alcançando uma cotação inferior a US$ 20 mil. O Ethereum (ETH), segunda moeda digital mais importante, caiu 73%. Outros ativos também passaram pelo mesmo processo.

A situação chegou ao ponto de a plataforma Celsius suspender as negociações de criptomoedas temporariamente. Em publicação feita no dia 19 de junho, informou que “será necessário tempo para estabilizar a liquidez”, sem mencionar quando as retiradas poderão ser realizadas novamente.

Transações internacionais

Quem investe em ativos no exterior deve ficar atento às oscilações do cenário macroeconômico e da política internacional para saber o melhor momento para realizar aportes ou retiradas. O uso de um conversor de moeda auxilia nas informações sobre cotações e oferece suporte para as transações internacionais.

No caso das criptomoedas, por ser um mercado novo que reúne ativos de alta volatilidade, especialistas afirmam que o acompanhamento do cenário internacional torna-se ainda mais necessário para uma gestão de riscos eficiente. 

O que esperar das criptomoedas

O podcast Future of Money discutiu a realidade das criptomoedas. Na avaliação de Gabriel Rubinsteinn, editor do programa, a falta de confiança tem sido um dos principais fatores para a retração observada em importantes moedas digitais, como o BTC e a ETH. “Quando as pessoas investem em cripto, elas estão investindo em uma tecnologia nova”, analisa. “Se algum desses protocolos falha e deixa um prejuízo milionário, bilionário, isso levanta dúvidas sobre todo o setor”, declarou, relembrando a situação da Terra.

Para ele, nesse momento é esperado uma espécie de “efeito cascata” com as criptomoedas. Com a maturação do mercado, porém, a tendência é que os ativos tornem-se mais independentes, apresentando níveis diferentes de riscos e menor — ou até nenhuma — interferência no caso de prejuízo de um protocolo.

Rubinsteinn avalia que a situação pode representar uma oportunidade para quem deseja investir em criptomoedas a longo prazo, já que os valores estão mais baixos. No entanto, ele recomenda estudar bem o mercado antes de escolher um ativo. Assim, é possível criar estratégias para minimizar os riscos e manter a confiança no investimento mesmo em meio às oscilações.

O especialista avalia que a retração no mercado de criptomoedas acontece num momento em que o cenário externo tem condições desfavoráveis. “Essa onda de colapsos no mercado cripto coincidiu com um péssimo cenário macroeconômico e político: a guerra na Ucrânia, a desaceleração da economia na China e os impactos da pandemia”, cita. “São questões que fogem do controle do mercado.

A expectativa é que, com condições mais favoráveis, o mercado de criptomoedas também possa reagir positivamente.

Luiz Affonso Mehl

“Transformar as estruturas sociais por meio do empreendedorismo e da tecnologia para reescrever 

nossos futuros.”

Analista de Link Building
expertamedia.com.br 

Tel: (21) 4042-3240