Pais buscaram atendimento na unidade, mas deboche do médico provocou a tragédia
Um casal de morador do Frade procurou o Hospital de Praia Brava (HPB), na madrugada desta sexta-feira, dia 18, em busca de médico para o filho com síndrome de Down, de apenas 7 meses. Só que a negligência no atendimento teria feito com que a criança morresse a caminho para o Hospital Municipal de Japuíba (HMJ), ainda na altura do Frade.
Nossa reportagem apurou que um dia antes, na quinta-feira, dia 17, a família havia procurado atendimento para o pequeno na Japuíba. A criança foi medicada e liberada com a observação de que se ela vomitasse que eles procurassem um hospital imediatamente e assim os pais o fizeram.
Por volta das 5h da manhã de hoje, Sexta-feira da Paixão, o casal, junto com a outra filha levou o menino para o HPB. Depois de 40 minutos de espera, apesar de não haver mais ninguém a espera de atendimento, o bebê não havia sido atendido. Os pais reclamaram e a recepcionista informou que o médico estava de repouso e eles acabaram discutindo. Foi quando apareceu uma 2ª pessoa e levou a mãe e o bebê para o atendimento.
O médico recebeu a mãe com o filho no colo de pernas cruzadas. Diante da reclamação na demora do atendimento, o médico, que era pediatra, questionou a família por ter escolhido o HPB. Ele perguntou por que ela não procurou outro hospital. Ela disse que a escolha foi devido à proximidade da unidade com a casa da família, no Frade. Eles discutiram e a família deixou a unidade sem atendimento para o bebê decididos a levar o pequeno para o HMJ.
O bebê voltou a passar mal no carro e eles entraram no Serviço de Pronto Atendimento – SPA, do Frade. A o pequeno já teria chegado à unidade morto. Ainda assim, ele foi levado de ambulância de volta Hospital de Praia Brava, aonde, obviamente já chegou morto. Os pais estão em estado de choque, enquanto amigos e conhecidos tratam da parte burocrática para o sepultamento do bebê que deverá acontecer no Cemitério do Bracuí.
Na manhã de hoje, Renato Araújo, líder do PL na Costa Verde, se pronunciou sobre o caso e lembrou que o desmonte do Hospital de Praia Brava certamente contribuiu para essa tragédia. Ele lembrou também que essa tragédia é anunciada, pois ele mesmo vem denunciando a negligência que vem acontecendo no HPB. Lembrou, inclusive, do episódio em que ele o deputado e líder do PL na Câmara Federal, Sóstenes Cavalcante ficaram sentados na recepção do hospital sem ser atendidos.
Renato Araújo chamou a atenção para o fato de que a demora do atendimento a qualquer ser humano passando mal deveria ser inadmissível, mas lembrou que o descaso se agrava ainda mais quando o paciente é um bebê de 7 meses e com síndrome de Dow. Ele o deputado Sóstenes estão prestando assistência à família e pretendem trabalhar junto aos responsáveis para que casos como este não se repitam no HPB.
Fonte: A CIDADE



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