
Receita Federal apreende drogas, granadas e simulacro de fuzil em encomendas nos Correios e numa transportadora — Foto: Divulgação Receita Federal
Uma grande operação de fiscalização da Receita Federal resultou na apreensão de um arsenal de itens proibidos que estavam sendo transportados via encomendas. A ação, realizada na última sexta-feira (22), ocorreu no Centro de Distribuição dos Correios em Benfica, Zona Norte do Rio de Janeiro, e em uma transportadora na Baixada Fluminense.
O Material Apreendido e a Rota do Contrabando
No total, a Receita Federal interceptou 15 encomendas de 15 remetentes diferentes. A carga ilícita incluía desde drogas sintéticas até armamentos. O material apreendido é vasto:
- 14 mil comprimidos de ecstasy
- 150 frascos de lança-perfume
- 365 frascos vazios destinados ao armazenamento de lança-perfume
- 7,4 quilos de skunk
- 100 gramas de haxixe
- 80 gramas de maconha
- 200 frascos de anabolizantes
- Duas granadas
- Um simulacro de fuzil
As encomendas tinham como destino final diversos estados brasileiros, como Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo, Santa Catarina e Tocantins, indicando uma ampla rede de distribuição em território nacional.
Simulacro Camuflado e Próximos Passos

Um simulacro de fuzil foi apreendido pela Receita em operação em uma transportadora do RJ — Foto: Divulgação Receita Federal
Um dos itens que chamou a atenção foi o simulacro de fuzil. Embora seja uma suposta arma de airsoft (que não dispara munição real), a ponta do cano, que deveria ser pintada em cores chamativas como laranja para identificação, estava pintada de preto, fazendo com que parecesse uma arma de fogo real.
A fiscalização foi conduzida por equipes da Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal (7ª Região Fiscal), que abrange os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Todo o material apreendido foi encaminhado à Polícia Civil, que agora dará continuidade às investigações. Há uma forte suspeita de que os remetentes tenham utilizado nomes falsos para despachar as encomendas, dificultando a identificação. Tanto os remetentes quanto os destinatários das drogas e armas estão sob investigação, e os envolvidos podem responder por crimes cujas penas podem chegar a 15 anos de prisão.


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