Evento foi aberto à comunidade e deu um novo lar a animais vítimas de abandono na região em torno da cidade
Durante a realização do maior evento de extensão da UFRRJ, a Semana Rural, no mês passado, como já foi noticiado no Seropédica Online, foram realizados inúmeros projetos para beneficiar a comunidade local. Esta reportagem é sobre um dos projetos mais “fofos” da Universidade e o Pavilhão Central – popularmente conhecido como P1 -localizado no câmpus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), foi o ponto de encontro para os amantes dos animais. Lá foi realizada a feira de adoção de cães e gatos da Semana Rural.
Infelizmente, pessoas de fora da comunidade universitária têm ido ao câmpus apenas para abandonar animais. Por isso, o projeto Acolhimento e Monitoramento Animal (AMA), do Instituto de Veterinária, da UFRRJ, tem se responsabilizado por oferecer assistência aos animais abandonados. Após realizarem o acolhimento desses bichinhos, os membros do projeto tomam as devidas providências para que os animais estejam saudáveis e bem cuidados, para só então serem colocados para adoção.
Além de adotar um novo pet, os tutores que já possuem seu animal de estimação puderam levar o seu companheiro de quatro patas para ser vacinado. A campanha de vacinação foi comandada pelos integrantes da iniciativa Rural é Mais Saúde Animal, também gerido pelo Instituto de Veterinária da UFRRJ. Na ocasião, foram aplicadas doses da vacina V8 para os cães e doses da vacina V3 para gatos. Ambas protegem os bichinhos contra ao menos três doenças diferentes. Ao mesmo tempo, o evento teve diversas brincadeiras destinadas ao público infantil ligadas à conscientização acerca dos cuidados com os animais.
Ana Paula Marques é a atual diretora do Instituto de Veterinária na Rural, faz parte do AMA e é uma das responsáveis pela realização da feira de adoção. De acordo com a docente, a ação foi muito além de uma campanha de adoção, possuindo valor para a saúde coletiva.
– Trabalhamos com a temática de guarda responsável e controle populacional de cães e gatos. Dessa forma, ajudamos a reduzir o abandono, controlar a superpopulação de cães e gatos e prevenir a disseminação de zoonoses – explicou. – Além disso, ao promover a castração e a conscientização da população sobre os deveres com os animais, esse tipo de iniciativa contribui para o bem-estar dos pets, diminui o número de animais no câmpus e reduz os riscos sanitários e ambientais, beneficiando toda a comunidade.
Para garantir que o animal desfrute do conforto e qualidade de vida que lhes são dignos, os interessados em realizar adoções passaram por um processo de entrevistas, cujo objetivo foi verificar se o potencial tutor poderia, de fato, oferecer os cuidados necessários ao pet. Entre as exigências estavam: ser maior de idade, apresentar um documento de identificação oficial assim como um comprovante de residência para efetuar a adoção.
O projeto AMA seguirá promovendo feiras de adoção de pets, buscando combater o abandono e incentivar os bons tratos aos animais. Para conhecer mais a iniciativa e ficar por dentro dos próximos eventos, basta segui-los no Instagram: @projetoamaufrrj.
Texto e fotos: João Pedro de Moraes (estudante de Jornalismo sob supervisão da professora Cristiane Venancio)



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