O Vereador Bruno do Depósito solicitou a restauração da Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, e a construção de um Pedestal para colocá-la na Praça do Bairro. “Preservar viva a memória e a identidade histórica da nossa cidade é nossa obrigação como legislador. É sabido que o Patrimônio Histórico faz parte da identidade de uma sociedade, quanto suas características, costumes, seu comportamento, além de ser um registro fundamental para nova gerações”. Destaca o Vereador Bruno.

História para ser preservada

A História de Seropédica vem desde o período da divisão das Capitanias Hereditárias, onde capitanias tinham esse nome pela possibilidade de as terras serem herdadas de pais para filhos. O território do Brasil era pertencente a Portugal, quando foram separadas faixas de terras e concedidas aos nobres, que eram da confiança do Rei D. João III (1502 – 1557).

As capitanias hereditárias eram um sistema de Administração Territorial da América Portuguesa. Esse sistema fazia parte do Império Português e foi implantado em 1534. A Coroa Portuguesa no Brasil estava com seus recursos escassos e delegou a tarefa de colonização e exploração de algumas áreas.

Cristóvão Monteiro, ouvidor do Rio de Janeiro, enviou, em 1567, requerimento a Martim Afonso de Sousa, donatário da capitania, solicitando uma gleba de terras na margem direita do rio Guandu onde hoje fica o município de Seropédica. A posse foi efetivada em 30 de dezembro daquele ano.

Em 7 de dezembro de 1589, a marquesa Ferreira, viúva de Cristóvão Monteiro, atendendo à vontade do finado marido, doou parte das terras aos jesuítas. A outra parte coube, por herança, a sua filha Catarina Monteiro. Então a região foi efetivamente explorada por, entre outros, Garcia Aires e pelo filho do bandeirante Fernão Dias Pais Leme, Garcia Paes Leme. A busca visava, principalmente, à descoberta de esmeraldas. Os dois exploradores ocuparam terras na margem esquerda do rio Guandu.

Em 30 de maio de 1612, Catarina Monteiro e seu marido José Adorno transferiram, aos jesuítas, as terras herdadas em troca de terras na Capitania de Santo Amaro (em Bertioga, em São Paulo). Por essa ocasião, a região era conhecida por “Brejaes de São João Grande” (grafia da época), devido ao fato de, ali, se encontrarem grandes alagadiços, principalmente no período das fortes chuvas, responsáveis pelas cheias periódicas no rio Guandu.

Durante este período até os anos de 1800, os Jesuítas construíram várias Igrejas e Capelas próximo ao Rio Guandu, onde foram criados alguns povoados, como Bananal, hoje o Bairro Jardim Maracanã, e a Capela de Nazaré, onde atualmente é o Bairro de Nazaré. A doação da área partiu de Dom Pedro I. Com o passar dos anos a Princesa Teresa Maria Cristina, esposa de Dom Pedro II, que era muito religiosa doou a Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, para Capela.

Hoje quem for visitar onde ficava a Capela de Nazaré vai encontrar a área cercada por arame farpado, e um monte de tijolos maciços, sobra de uma construção de estuque que era predominante naquele tempo  

A Imagem de Nossa Senhora de Nazaré está perdendo as cores originais, e a madeira da base da imagem está destruída pelo cupim. A imagem encontra-se guardada no Posto de Saúde do Bairro de Nazaré.