O Seropédica Online preparou algumas matérias para mostrar projetos realizados durante a Semana Rural, que beneficiaram não só as populações próximas, como a própria comunidade universitária
O maior evento de extensão da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, a Semana Rural, ocorreu no mês passado e proporcionou uma série de benefícios para as populações próximas, além da própria comunidade universitária. Durante uma semana, centenas de atividades foram oferecidas gratuitamente por professores, técnicos e alunos da Rural.
Chamamos de “extensão” todas as formas que a Universidade encontra para beneficiar e devolver à sociedade os investimentos que ela faz nas instituições públicas de ensino superior. Pode ser através de feiras, cursos, atendimentos, eventos entre muitas outras maneiras.
Uma das atividades foi oferecida pela professora Taynara Monsores, do curso de Farmácia. Ela apresentou um estande interativo, que transformou a vacinação em uma experiência lúdica. Através de um jogo de cartas, ela ensinou ao público a importância da imunização e desmentiu fake news (notícias falsas) que associam vacinas a doenças.
A dinâmica consistia em um duelo entre dois participantes, que tiravam cartas representando elementos como vírus, vacinas, linfócitos e medicamentos. Cada carta indicava a “potência” daquele item em causar uma doença.
A docente explicou como funcionava o jogo, que atraiu muitas pessoas.
– Em cada carta, aparece as potências de cada particularidade. Então, se a gente for comparar: qual a capacidade de um vírus causar uma doença? É 5. Enquanto a vacina, o linfócito e o medicamento é 0 – ilustrou a professora Taynara.
Mais do que uma brincadeira, a atividade foi pensada para reforçar informações confiáveis sobre saúde.
– É isso que a gente propõe, um jogo, mas com esse apanhado: não só jogar, mas trazer uma informação muito pautada nessa questão da vacinação, para desmistificar isso que a gente vê que está circulando, que são as fake news de que as vacinas causam doenças. Diante deste cenário, a gente trouxe esse jogo apenas com esse propósito –completou ela.
Gabriela, estudante do 2º período de Farmácia, reforçou a importância da prevenção.
– É muito importante também saber a diferença do medicamento para a vacina. Para algumas doenças, existe o medicamento indicado, mas é muito melhor que a pessoa tome uma vacina para se prevenir e para proteger o próximo. Com o medicamento, a pessoa está apenas tratando o vírus que está nela, que poderia nem ter sido contraído por causa da vacinação – esclareceu a estudante.
A aluna Claudiane, do curso de Educação Física, também participou da atividade e elogiou a iniciativa:
– Eu achei muito interessante a abordagem para explicar como funciona o vírus, porque a gente tem essa noção de que o vírus é algo muito negativo, quando na verdade não é. Mostraram para a gente uma vacina inativa e a forma como ela tem essa eficácia no nosso organismo, e eu achei muito interessante, porque estou em outro curso e não temos muito essa visão para uma outra área – comentou Claudiane.
Texto e fotos: João Pedro de Almeida Silva (estudante de Jornalismo sob a supervisão da professora Cristiane Venancio)




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