Dr. Rubão reforça segurança após áudio polêmico em Itaguaí
17 de julho de 2025

Após o vazamento de um áudio polêmico em Itaguaí, o prefeito Dr. Rubão anunciou que reforçou sua segurança pessoal e vai recorrer à Justiça para garantir sua integridade. A gravação, que circula nas redes sociais, mostra uma suposta conversa entre o presidente da Câmara Municipal, Haroldo Jesus (PDT), conhecido como Haroldinho, e o ex-secretário de Segurança Pública e Defesa Civil, Roberto Lúcio Guimarães. No diálogo, o ex-secretário sugere “plantar cocaína no carro do prefeito para incriminá-lo”.

A motivação do suposto plano seria uma disputa pelo comando da prefeitura. Rubão tomou posse em 18 de junho após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas sua permanência depende de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que vai decidir se ele poderá exercer o cargo pelos próximos quatro anos. Antes de sua posse, Haroldinho ocupava o cargo de prefeito interinamente desde janeiro.

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Em nota enviada ao jornal O Dia, Rubão destacou que já havia reforçado sua segurança desde a posse e que tomará todas as medidas legais cabíveis. “Mesmo diante desse cenário bélico e de tentativas de golpe instauradas pela oposição, seguirei atuando dentro da lei e do processo democrático”, afirmou.

O vereador Haroldinho negou qualquer envolvimento com o suposto plano e afirmou em nota: “Jamais participei ou participaria de qualquer ato que envolvesse práticas ilícitas ou armações contra quem quer que seja. Desconheço o teor das declarações e tratarei o assunto dentro dos parâmetros legais”.

A Câmara Municipal alegou que as declarações foram editadas para dar a impressão de que ocorreram no mesmo contexto, o que não corresponderia à realidade. “A Presidência da Câmara repudia qualquer prática que atente contra a ética, a legalidade e o respeito às instituições democráticas”, reforçou o órgão em nota.

O caso ocorre em meio a uma crise política no município, que já conta com uma Comissão Especial Processante (CEP) e uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias de supostas irregularidades em contratos públicos. A investigação sobre o áudio e possíveis crimes também está sendo acompanhada pelo Ministério Público.

Fonte: Povo na Rua

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