Como podemos comemorar o Dia Mundial da Água com um Lixão encima de um Aquifero

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Um dos maiores crimes Ambientais praticado no Estado do Rio de Janeiro foi a instalação de uma empresa de Tratamento de Lixo encima de um dos maiores Aquíferos do Brasil, o Aquífero Piranema que fica no Município de Seropédica. 

Inaugurado em 2011, o Centro de Tratamento de Resíduos de Seropédica surgiu para substituir o antigo Aterro Sanitário de Gramacho, que funcionava desde 1978 em Caxias. Neste período o Governador do Estado do Rio de Janeiro era Sergio Cabral, atualmente preso por corrupção.

Neste período houve várias manifestações, da população de Seropédica e de Itaguaí, inclusive da UFRRJ, sobre o crime que seria praticado ao instalar a CTR encima de um Aquífero que poderia abastecer o estado por 10 anos de água potável na falta de água do Rio Guandu.

Até hoje ninguém entende como Órgãos de Defesa do Meio Ambiente como o INEA deram liberação de funcionamento para a empresa. De lá para cá vários acidentes com vazamento de chorume aconteceram, e até agora não sabemos se o aquífero já esteja contaminado.

Segundo a edição do Jornal o Globo do dia 10 de setembro de 2018, a Comlurb devia para o Centro de Tratamento de Resíduos de Seropédica, R$ 60 milhões. Uma parte de R$ 33 milhões corresponde aos serviços prestados em novembro e dezembro do ano passado e que não foram pagos, e mais R$ 27 milhões, referentes ao reajuste contratual que não foi pago pela Comlurb.

A empresa diz que, sem o pagamento, há “a Iminência de Desastre Ambiental de Grande Monta, segundo eles já faltam recursos para tratamento do chorume, por exemplo de paralisação dos serviços, impactando na coleta de lixo de toda a cidade, e ainda de manifestações dos funcionários por falta de pagamento dos salários já no início de setembro”.

Vejam só, a própria empresa confessa que poderia haver um Desastre Ambiental caso não recebessem o pagamento. Os próprios funcionários da CTR fizeram ameaça de greve caso não recebessem seu pagamento. 

A CTR continua expandindo seu território encima do Aquífero, hoje existe uma montanha onde existia uma planície, e pela quantidade de lixo que chega todo dia daqui alguns anos vão existir várias montanhas em toda planície. Esse lixo todo está por cima de uma manta de polietileno, onde estudos não comprovam a duração desta manta que um dia poderá romper e vazar chorume.

Agora perguntamos: Quando parar de vir Lixo para a CTR, quem vai cuidar para que não haja um acidente? Alguém vai ter de pagar a mão de obra de manter os cuidados com o lixão, quem vai pagar? Será que isto vai acabar caindo na conta dos municípios ao seu redor? Hoje existe a CTR, e depois?

Em 2014 o professor do Departamento de Geografia (DGG/IA) e do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGGEO) da UFRRJ, Leandro Dias de Oliveira, discorre sobre impactos socioambientais do Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos do Rio de Janeiro (CTR-Rio). Matéria intitulada “Aquífero ameaçado” https://portal.ufrrj.br/aquifero-ameacado/.

Um exemplo de descaso dos Orgãos Ambientais foi com o Rio Guandu, que hoje comparamos com o Rio Tietê de São Paulo que por descaso político virou um canal de esgoto.

Como vamos comemorar o Dia Mundial da Água desta forma?

VAZAMENTO DE CHORUME

CTR de Seropédica está matando o Aquífero Piranema, cadê o INEA? | Seropédica Online

IMAGEM ABAIXO DE 2016 TANQUE DE CHORUME

Após vazamento de 50 mil l de chorume, Inea deve multar empresa que administra aterro sanitário - Notícias - R7 Rio de Janeiro