A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) registrou três softwares no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) que ajudam no combate à COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus. Conhecidos como #RuralContraCorona, AICovid e XRayCovid-19, as soluções foram desenvolvidas por alunos e docentes da universidade federal.

A começar pelo #RuralContraCorona, o projeto foi desenvolvido por alunos de graduação do curso de Sistemas de Informação e bolsistas do PET Sistemas de Informação (PET-SI), sob orientação professor Sérgio Serra, da UFRRJ. O software é responsável por divulgar notícias de ações desenvolvidas pela universidade, entre outras informações sobre a pandemia.

O sistema apresenta o número de casos confirmados, recuperados e óbitos em decorrência da doença, além de publicações no perfil do Twitter do Ministério da Saúde e um mapa com o desdobramento da pandemia no estado fluminense. Segundo a UFRRJ, o software contribui com a “mitigação da disseminação de notícias falsas, concentrando informações e dados de fontes confiáveis”.

O AICovid utiliza a inteligência artificial para fazer triagem de pacientes com COVID-19 e auxiliar na tomada de decisões. A plataforma foi desenvolvida por docentes do Departamento de Ciência da Computação (Leandro G. M. Alvim, Filipe Braida do Carmo e Bruno J. Dembogurski), Departamento de Tecnologias e Linguagens (Erito M. de Souza Filho) e do Departamento de Ciências Jurídicas (Rodrigo de S. Tavares).

#RuralContraCorona (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

“Os pesquisadores viabilizaram uma plataforma que aplica sofisticados modelos de Inteligência Artificial visando avaliar, de maneira probabilística, qual seria a probabilidade de o paciente apresentar o diagnóstico da doença – o que certamente favorece o processo de tomada de decisão por parte de pacientes e de seus médicos”, explicou o Núcleo de Inovação Tecnológica da UFRRJ (NIT-UFRRJ).

XrayCovid-19 é outra iniciativa de professores da UFRRJ, elaborada por Leandro G. M. Alvim, Filipe Braida do Carmo, Erito M. de Souza Filho e Rodrigo de S. Tavares, integrantes do AICovid. A solução também avalia a probabilidade de o paciente ter contraído a doença ou não, mas com ajuda de informações da radiografia do tórax.

De acordo com a universidade, a vantagem do software é “possibilitar sua utilização como triagem diagnóstica de pacientes sintomáticos em ambientes com recursos diagnósticos escassos, uma vez que se trata de um exame mais barato e disponível”.

Com informações: NIT-UFRRJ e FAPERJ