Turma de padres celebra 20 anos de ordenação

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Por Carlos Moioli, Arquidiocese do Rio

“A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita” (Mt 9,37-38).

Turma de padres celebra 20 anos de ordenação
Turma de padres celebra 20 anos de ordenação

A turma de padres ordenados em 2002 celebrou os 20 anos de sacerdócio com missa em ação de graças, presidida pelo arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, na Catedral de São Sebastião, no dia 14 de maio. O antigo reitor da turma Dom Assis Lopes, hoje bispo auxiliar emérito, esteve presente.

Ordenados por Dom Eusébio Oscar Scheid, no dia 1º de maio de 2002, na Catedral de São Sebastião, são eles: Dom Célio da Silveira Calixto Filho, padre Francisco Ribeiro de Souza, padre Geovane Ferreira Silva, padre Jefferson Araújo de Oliveira, cônego Jorge André Pimentel Gouvêa, padre José Brito Terceiro, padre Luiz Fábio Domingos, padre Nivaldo Alves dos Santos Junior, padre Vicente de Paula Martins e padre Wanderson José Guedes.

“Sempre é bom louvar e bendizer os sinais de Deus. Passados 20 anos da ordenação, eles fizeram questão de voltar à Catedral, o mesmo lugar que os viu nascer para o sacerdócio, onde se prostraram diante do altar, receberam a imposição das mãos e suas vidas foram consagradas ao Senhor. Desde então, vivem com alegria servindo o povo de Deus”, disse o arcebispo no momento da acolhida.

 

Escolhidos e enviados

Na homilia, ao refletir o Evangelho, Dom Orani lembrou que é o “Senhor quem escolhe”, chama de “amigos” e vai concedendo dons e graças para que cada um possa servir e conduzir o seu povo.

“É o Senhor quem nos escolhe e nos conduz para levar adiante a missão. Os que são ordenados presbíteros, são os amigos de Jesus, e que têm a missão de anunciar aqu’Ele por quem deram a vida e que são seus sinais na sociedade. Vemos com muita alegria que cada um assumiu serviços na Igreja, na diversidade de situações em todo o território da arquidiocese”, disse.

Observando que a Igreja celebrava no dia a memória de São Matias Apóstolo, Dom Orani destacou que o critério adotado pelos Apóstolos para assumir o lugar de Judas, o traidor, era alguém que tivesse conhecido e feito a experiência com Jesus e fosse testemunha da Sua ressurreição.

“Semelhante ao Apóstolo Matias, os que são chamados para anunciar a ressurreição do Senhor, primeiro precisam tê-Lo encontrado e feito uma experiência de amor em suas vidas. A ressurreição do Senhor é o centro da vida da Igreja e também daqueles que se colocam a serviço como Igreja e da Igreja na sociedade, a entrega da própria vida. Esses homens de Deus se colocaram disponíveis para servir, foram chamados e escolhidos por Cristo, confirmados pela Igreja e a resposta, o ‘sim’ de cada um, marcou para sempre as suas vidas”, disse o arcebispo.

Na conclusão, Dom Orani lembrou que a sociedade necessita cada vez mais de testemunhas da ressureição de Cristo, já que o mundo se afasta cada vez mais de Deus – o que provoca situações de violência e guerras, das mais variadas formas, inclusive as verbais e digitais. “Somos chamados a ser construtores da paz, a anunciar Jesus Cristo, que deseja que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”, exortou.

Também desejou que a celebração dos 20 anos de ordenação dos padres de 2002 “possa suscitar novas vocações, testemunhas da ressurreição, e que possa contagiar o mundo com paz e fraternidade, e com o Evangelho que é anunciado através das próprias vidas, da dedicação a Deus e aos irmãos”.

 

Senhor da Messe

No final da celebração, em nome de todos os jubilandos, o padre Nivaldo Alves dos Santos Junior, atual pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Campo Grande, transmitiu uma mensagem a todos. Veja na íntegra:

“Escolhemos este lema de ordenação: ‘A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita’ (Mt 9,37-38).

São João Paulo II dizia que o trabalho é uma contribuição para a realização do plano de Deus na história.

Essa manhã só queremos poder agradecer… Por aquilo que Deus nos permitiu doar, e por aquilo que temos recebido. Pelas coisas belas que nossos olhos viram, e também por tantos desafios que já enfrentamos. Pelas coisas que conquistamos, por tantos caminhos que percorremos e pela experiência que conquistamos nesta caminhada. Por todos os sonhos realizados e também por aqueles que Deus em sua infinita misericórdia e divina Providência achou por bem não nos permitir realizar. Somos gratos pelo ministério que temos, pois o que importa é que temos aprendido que existe tempo de chorar e tempo de sorrir. Superamos tantos obstáculos… Mas aprendemos que Deus sempre está conosco, e hoje podemos dizer que tudo que passamos valeu a pena porque foi por amor que ofertamos nossa vida ao Senhor. Hoje sabemos que tudo tem seu propósito, e que nada é por acaso.

Nós conseguimos perceber a mão de Deus em cada detalhe das nossas vidas. Ele está sempre cuidando de nós, ouvindo nossas orações e abençoando generosamente aquilo que Ele mesmo coloca em nossos corações. E o mínimo que podemos fazer é agradecer.

Hoje também, de maneira especial, agradecemos a Deus a vida do nosso pastor. Agradecemos a bênção de tê-lo como nosso líder espiritual, por sua vida e seu ministério. Aprendemos com o senhor que ser pastor é estar sempre pronto a atender, pois prontidão é a sua característica em cada situação. O nosso pastor está sempre pronto para agir sem demora. Muito obrigado, Bom Pastor, pela sua disponibilidade ao Reino de Deus. Nós reconhecemos o homem precioso que o senhor é nas mãos de Deus, e nesta data tão significativa para nós, com o respeito e a admiração que o senhor sempre mereceu, lhe dedicamos de todo o coração estas palavras sinceras.

Querido pastor, em nome de todos os irmãos de turma eu hoje lhe dirijo esta nota de agradecimento, e desejo reforçar a amizade, respeito e admiração que todos lhe devotamos. Ao senhor somos, e para sempre seremos, profundamente gratos, pois desde o início que você se mostrou exemplar, incansável e rápido se tornou um bom amigo, um apoio constante e indispensável. O senhor e seu ministério são dádivas de Deus e por elas nós agradecemos ao senhor e a Deus!

Por fim, Deus, sei que muitas vezes em nossas orações Te pedimos coisas, mas hoje vimos apenas agradecer.

Obrigado por sempre iluminar nossos pensamentos, Senhor, por não permitir que desistíssemos. Em Ti sempre encontramos forças para prosseguir. Obrigado, Senhor Deus, por essa graça imerecida do sacerdócio ministerial.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Mãe Maria Santíssima”.

Fonte: Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (arqrio.org.br)