Alimentação saudável: alunos da Escola SESI participam de bate-papo com estudantes do Reino Unido e dos EUA

 A preocupação das equipes da Escola SESI com a alimentação dos seus alunos não é nova. São vários os programas desenvolvidos dentro e fora de sala de aula que têm como objetivo estimular a adoção de hábitos mais saudáveis. Nesta quarta-feira, a experiência bem sucedida das unidades de ensino da rede SESI virou exemplo também para estudantes estrangeiros, em um encontro virtual promovido por organizações do Reino Unido e dos Estados Unidos. No International School Meals Day (Dia Internacional da Alimentação Escolar), 125 estudantes das escolas SESI de Petrópolis e de Nova Iguaçu lançaram mão da tecnologia para trocar experiências sobre a boa nutrição e também sobre a cultura dos dois países.

 A conversa, feita via Skype, com o apoio de tradutores, teve a participação de alunos do 4° e 5° anos do Ensino Fundamental duas unidades de ensino do SESI, que conversaram com estudantes do Reino Unido e dos Estados Unidos. “Essa troca de informações é importante, serve de estímulo aos alunos e desperta ainda mais a curiosidade sobre os alimentos”, diz a nutricionista Fernanda Chaves de Oliveira, da Assessoria de Responsabilidade Social do Sistema FIRJAN, lembrando que o convite para a que o SESI Rio participasse deste encontro virtual foi feito em 2014, durante uma participação da Assessoria de Responsabilidade Social da FIRJAN no Fórum Global de Nutrição Infantil, em Joanesburgo, na África do Sul. Na época os participantes do fórum puderam conferir detalhes sobre a metodologia do Programa SESI Cozinha Brasil, que difunde, para estudantes, profissionais da área de alimentação e para a população em geral, a ideia da  alimentação saudável e do aproveitamento integral dos alimentos.

No bate-papo, os alunos de Petrópolis revelaram que, na escola, têm o hábito que consumir frutas no horário de lanche. Também perceberam que, embora em menor escala, os estudantes do Reino Unido fazem o mesmo e conheceram alunos que optam por biscoitos sem recheio. “Eventos como este despertam a atenção dos estudantes sobre o tema. Já trabalhamos de forma a estimular o consumo de alimentos mais saudáveis. Por meio do Programa Alimento Nota 10, orientamos pais e alunos a darem preferência a opções mais saudáveis para o lanche, evitando frituras, biscoitos recheados, chocolates, balas e refrigerantes. Nossa cantina, inclusive, não oferece estes itens. Também temos várias ações do Programa Cozinha Brasil na escola. Os próprios os alunos preparam sucos, saladas de fruta, bolos. Eles acabam criando novos hábitos e levando isso também para casa, para a família”, lembra a chefe da Educação Básica da Escola SESI Petrópolis,  Jaqueline Assis.

 Interesse pela cultura de outros países

 Na conversa, os estudantes também demonstraram interesse pela cultura dos outros países. Os de Petrópolis estranharam ao perceber que os alunos do Reino Unido – tanto meninos quanto meninas, usavam gravata. Eles trocaram informações sobre o clima e demonstraram interesse em manter contato com os novos colegas. Depois de encerrada a conexão, inclusive, o grupo preparou um bolo de aipim com banana, cuja receita será, agora, enviada àquele país.

 “Não sabia que lá eles usavam uniformes como aqueles. Além disso, gostei de saber que também comem frutas”, contou Luiza Vitória de Alcântara, de 9 anos, que tem o hábito de levar frutas para o lanche. Quando compra o lanche na cantina, ela diz que escolhe salgado assado recheado com carne e suco. “Como aqui não tem chocolate, compro também barrinha de cereal”, revela.

 Anna Luiza Caldeira Ribeiro também aprova as opções mais saudáveis, mas confessa que às vezes sente falta do biscoito de chocolate. “Gosto das frutas e de sanduíche. Mesmo sentindo falta de outras coisas, sei que é importante comer bem”, diz, rindo.


Professora brasileira que leciona nos EUA também conversou com estudantes


Na Escola SESI de Nova Iguaçu, alunos e professores conversaram com a turma de uma professora brasileira, que leciona em uma escola de Salt Lake City, em Utah, nos Estados Unidos, e também mostraram entusiasmo. A chefe de Educação Básica da unidade, Silvania Araújo, destaca a importância de ações como esta. “Estamos mudando os hábitos alimentares não apenas dos alunos, como também de seus responsáveis. Eles se preocupam cada vez mais com a merenda escolar dos seus filhos e também com a alimentação deles em casa”.

 Paula Leite, nutricionista do Programa Cozinha Brasil que participou da conexão na unidade de ensino, lembra que as oficinas culinárias são comuns nas escolas do SESI de todo o Estado. “A conferência com outros países é importante para todos, pois conhecemos um pouco da cultura alimentar de outras regiões do mundo e ensinamos também bons hábitos alimentares do nosso país”, finaliza.

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