Motivo de brigas e incômodo para muita gente, o ronco pode ser um sinal de alerta para melhorar sua qualidade de vida.

O volume do ronco não quer dizer muita coisa, segundo os especialistas, mas ele pode ocorrer atrelado a muitas doenças ou simplesmente por cansaço. Muitas vezes, fazendo pequenas mudanças no dia a dia, é possível reverter o problema e ter noites melhores de sono e não atrapalhar quem está dormindo ao seu lado na cama.

O ronco é um comportamento muito comum durante o sono. E pode até ser normal quando se dorme de barriga para cima, quando está muito cansado ou até mesmo quando se ingere bebida alcoólica, por exemplo. Porém, quando ele se torna frequente, incomoda o cônjuge, prejudica o relacionamento e o sono do casal, se torna um sinal de alerta. Com isso, o ronco pode estar relacionado a alguma doença. Veja, a seguir, a relação do ronco e outros sintomas que podem surgir, para saber se você sofre de algum distúrbio.

O RONCO INDICA QUAIS DOENÇAS?

A mais comum é a apneia do sono, uma doença que tem o ronco como um dos principais sintomas. Mas não é o único: o cansaço excessivo, sonolência diurna, acordar com o coração acelerado e até com falta de ar, também podem indicar a apneia do sono. O ronco também pode ser um sinal de alerta para anormalidades na formação da cavidade nasal e nasofaringe. De acordo com o fisioterapeuta e especialista da CPAPS, Eduardo Partata, as causas relacionadas ao ronco podem ser diversas.

“A flacidez dos músculos da boca e da garganta durante o sono é uma das principais causas do ronco. Quando isso ocorre, acontece o impedimento da passagem do ar pelas vias aéreas. Fatores e doenças como a obesidade, desvio de septo, rinite, malformação congênita, idade avançada e até a ingestão de álcool também colaboram para o surgimento do ronco”, completa.

O QUE FAZER PARA SE LIVRAR DO RONCO?

Para se livrar do ronco alto e persistente, primeiramente, é necessário ter o diagnóstico da doença que leva ao ronco. A polissonografia é o exame indicado para mapear os distúrbios do sono. O exame mede a atividade respiratória, a intensidade do ronco e se há interrupção respiratória durante o sono. Com os dados finais, é prescrito o tratamento que pode ser feito com o aparelho CPAP ou até mesmo com maneiras naturais de curar o ronco.

COMO PARAR O RONCO E DORMIR MELHOR?

“Como parar o ronco?”. Essa é uma pergunta muito comum entre as pessoas que dormem no mesmo ambiente de quem ronca. Mas, afinal, ronco é grave? É possível parar de roncar? Para ajudar a quem sofre com a “sinfonia” noturna de quem ronca, a CPAPS separou dicas de como dormir melhor. Leia mais!

  1. QUAIS SÃO AS CAUSAS DO RONCO?

O ronco é causado pelo estreitamento ou obstrução das vias aéreas durante o sono. É importante observar as causas do ronco, antes de sair em busca de soluções para acabar com o ronco. Os fatores mais comuns são:

  • Posição que a pessoa dorme

  • Relaxamento ou flacidez nas vias aéreas superiores

  • Alergias e problemas respiratórios

  • Obesidade

  • Adenoide e/ou desvio de septo

  • Anormalidade na formação da mandíbula

ronco também é um dos principais sintomas da apneia do sono, que é um distúrbio caracterizado por paradas respiratórias enquanto a pessoa dorme”, explica Eduardo Barbosa, fisioterapeuta e especialista da CPAPS.

  1. COMO PARAR O RONCO?

Para parar o ronco depende das causas do ronco: se ele estiver sendo causado por problemas como rinite alérgica, por exemplo, o uso de medicamentos recomendados por um médico pode resolver o problema. Mas se for o caso de hipertrofia das amígdalas, desvio de septo e adenoide, o problema pode ser corrigido com uma cirurgia. Agora, se a causa do ronco for a apneia do sono, o uso de um aparelho CPAP é o tratamento mais eficaz.

Se o ronco é alto e persistente, e nada parar o roncoé aconselhável procurar o médico, e descobrir o que está o causando por meio de uma polissonografia, um exame que monitora as ondas cerebrais, o nível de oxigênio no sangue, frequência cardíaca e respiratória, além do movimento dos olhos e das pernas”, completa o especialista.

Clique aqui e entenda mais sobre a polissonografia, o “exame do sono”.

Fonte: CPAP