O legado da Câmara Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK-RJ) para o Rio, o Pulsar – Programa de Capacitação para Profissionais Paradesportivos – terá sua primeira turma formada no dia 17 de setembro. O curso que preparou profissionais de diferentes áreas da saúde a lecionar práticas esportivas para pessoas com deficiência durou seis meses e já tem nova turma prevista para o próximo ano. A metodologia foi desenvolvida por professores da Universidade de Esportes de Colônia, na Alemanha, instituição com grande conhecimento na área de Educação Física Adaptada. O curso de extensão conta com a parceria do Instituto Superar, da Firjan e da Universidade de Esportes de Colônia.

A aluna do Pulsar e profissional do SESI, Anete Sardinha, contou que o curso foi uma oportunidade única de ampliar conhecimentos nesse universo ainda tão pouco explorado. “Tive a oportunidade de conhecer, aprender, vivenciar e ouvir muitas histórias de superação, da mudança de vida de tantas pessoas por meio do esporte. No final, nós é que saímos ganhando com tantos exemplos. Além de todas as técnicas aprendidas, temos mais força, fé e alegria para transmitir aos nossos alunos”, conta.

A primeira turma do curso contou com 55 profissionais de educação física, fisioterapia, psicologia, nutrição e áreas afins. Alguns deles já lidam com pessoas com deficiência. O objetivo foi desenvolver competências estratégicas com ênfase no cenário paradesportivo, com aulas práticas e teóricas. O programa foi dividido em nove módulos: Desenvolvimento do Esporte Adaptado, Aspectos Sociológicos de Pessoas com Deficiência, Fundamentos Médicos, Saúde, Nutrição, Fundamentos Treino e Aprendizagem de Exercício Físico, Psicologia, Comunicação e Educação Física Inclusiva. Além de atividades práticas de basquete sobre rodas, vôlei sentado e Goalball.

A professora do Pulsar e psicóloga do esporte da atleta paralímpica Debora Benevides, Cecília Guimarães, conta que dar aula no curso foi uma experiência maravilhosa. “O Pulsar é um legado que vai enriquecer esse processo de inclusão social. Os alunos foram muito participativos e estavam sedentos por informações”.

De acordo com a Coordenadora do Pulsar, Viktoria Rohde, a AHK-RJ aproveitou o espírito olímpico da cidade e o centenário da câmara para deixar um legado para o estado. “Muito se fala em inclusão, mas não em como preparar profissionais que vão lidar com pessoas com deficiência. Com maior conhecimento de causa, é possível passar o máximo de conhecimento e aprendizado a elas. Percebemos essa carência no Brasil e resolvemos trazer o curso da Universidade de Esportes de Colônia, especializada no assunto na Alemanha, para os profissionais daqui”, conta.

Segundo o diretor-executivo da AHK-RJ, Hanno Erwes, a ideia da Câmara Brasil-Alemanha é expandir para São Paulo e outros estados do Brasil, nos próximos anos. “O programa tem capacidade de ser realizado também nas demais cidades do país e acreditamos que seria muito enriquecedor, tanto para os profissionais quanto para as pessoas com deficiência”, explica.

“Foram seis meses nos reunindo todo fim de semana, na mesma sintonia. A estratégia do Sesi foi convocar professores de todo o Estado para pulverizar os esportes paradesportivos”, comemora Mônica Lima, analista de projetos especiais de esporte e lazer do Sesi RJ.

“A igualdade e a inclusão são temas que têm sido cada vez mais comentados em nossa sociedade. A realização de projetos sociais ligados ao esporte paralímpico e à inclusão são de extrema importância. O programa Pulsar formou uma turma de professores especializados em esporte adaptado muito boa e estou feliz em poder fazer parte dela”, disse Katharina Runnebom, da Universidade de Côlonia, uma das três autoras da metodologia do programa.

“A prática esportiva integra a história do Superar desde a sua criação e foi com muita alegria, respeito e admiração que a nossa parceria com o SESI RIO, AHK-RJ e Universidade de Esportes de Colônia se transformou em um projeto inédito, que fará toda a diferença para os profissionais que estão ávidos por conhecimento. Estamos felizes e gratos pela oportunidade de executar esse programa ao lado de parceiros de extrema competência e estamos trabalhando para fechar com “medalha” de ouro ao ver o sorriso de cada formando”, conta Carina Alves, Presidente do Instituto Superar.

O programa contou também com o patrocínio dos Laboratórios B.Braun; Bayer; Escritórios Dannemann e Stüssi-Neves; Lufthansa e Compactor.

Sobre a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK-RJ)

A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, conhecida como AHK-RJ, é uma instituição sem fins lucrativos que tem como objetivo servir de plataforma mediadora e viabilizadora de novos negócios entre empresários de ambos os países, através de ações estratégicas de relacionamento. A entidade foi fundada em 1916, faz parte da AHK Brasil e reúne 200 associados, entre empresas alemãs e brasileiras e áreas de atuação.

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